Retalho

“Não vir, significará perder algum terreno para o concorrente direto que virá receber estes insights”

“Não vir, significará perder algum terreno para o concorrente direto que virá receber estes insights”

Serão três de dias que reúnem, no mesmo espaço, marcas de referência, fabricantes e produtores nacionais e internacionais do setor do retalho. A Alfândega do Porto será o palco para a 1.ª edição do Iberia Retail Show, evento que nas palavras de Bruno Moreira, CEO da Modal Creativity e fundador do Iberia Retail Show, “é diferente porque reúne conteúdos que exploram a transformação digital do comércio e os desafios que isso acarreta”.

É a estreia do Iberia Retail Show, evento que se realiza entre os próximos dias 11 a 13 de abril, na Alfândega do Porto. Em entrevista exclusiva à DISTRIBUIÇÃO HOJE, Media Partner do evento, Bruno Moreira, CEO da Modal Creativity e fundador do Iberia Retail Show, refere que: “Se está no mercado ‘loja’, seja ela física ou digital, tem de visitar. Se tem um cargo no marketing, operações, infraestrutura, recursos humanos, financeiro ou gestão dentro do retalho, tem de visitar”. Por isso, nada melhor do que passar pela Alfândega do Porto e ouvir os especialistas como Pedro Barbosa (Play Growth), Valter Freitas (Sonae MC), Pedro Pinto (Wingman), Malcolm Haylett (IKEA), Alexandra Oliveria (SIBS), Fares Kameli (Tech4Invest), Margarida Monteiro (Michael Page), Sílvia Coimbra (Farfetch) ou Paulo Couto (LG Eletronics), entre muitos outros.

O Iberia Retail Show organiza-se, pela primeira vez, na cidade do Porto. O evento reúne, no mesmo espaço, marcas de referência, fabricantes e produtores nacionais e internacionais do setor do retalho. O que diferencia este evento de outros realizados no nosso país?
A verdade é que o segmento do retalho, e falando dos diferentes segmentos como a moda, restauração e hotelaria, serviços, distribuição e alimentar, joalharia, farmácia, entre outros, não conhecem um evento em Portugal, nos mesmos contornos. O evento é diferente porque reúne conteúdos que exploram a transformação digital do comércio e os desafios que isso acarreta, através das conferências, e depois uma exposição que dá soluções técnicas na prática, em universos completamente distintos. Não há, em Portugal, um evento com o mesmo posicionamento e oferta.

O que destacariam dos três dias de realização do evento e que faz com que os profissionais do retalho – e não só – visitem o Iberia Retail Show?
Se está no mercado “loja”, seja ela física ou digital, tem de visitar. Se tem um cargo no marketing, operações, infraestrutura, recursos humanos, financeiro ou gestão dentro do retalho, tem de visitar. O que destacamos no Iberia Retail Show é o peso dos conteúdos. Não vir, significará perder algum terreno para o concorrente direto que virá receber estes insights.

O evento é composto por um vasto programa de conferências e speakers com uma abordagem sobre o “Futuro do Retalho”. Que ensinamentos esperam poder vir a ser retirados deste programa?
O mercado das lojas enfrenta grandes desafios. Que futuro reserva a tecnologia na experiência de um cliente de loja? Quais as barreiras entre o físico e o digital? O que estamos a assistir na transformação contínua do comportamento do consumidor? São respostas que se descobrem em momentos como este, de apresentação e debate. As marcas que estiverem mais dotadas deste conhecimento terão mais ferramentas para reagir, criar e estar um passo à frente.

“Não vir, significará perder algum terreno para o concorrente direto que virá receber estes insights”Falando de “Futuro do Retalho”, como é que perspetivam o futuro deste setor que é caracterizado pelo dinamismo e inovação, mas que também é confrontado pelas constantes alterações dos hábitos do consumidor e de uma, cada vez maior, utilização da tecnologia nas mais variadas formas e soluções?
O retalho será um mercado de experiências. Amanhã, as lojas serão mais rapidamente locais onde a marca proporciona experiências ao cliente, do que um simples armazém/mostruário com uma caixa registadora ao fundo. E é previsível que a revolução tecnológica se democratize com a rapidez suficiente para mesmo os pequenos lojistas, com menor capacidade financeira, tenham ferramentas para inovar neste capítulo. É entusiasmante o que vem por aí, com novos paradigmas até de monitorização do comportamento do consumidor, que nos levam para caminhos e territórios desconhecidos e deslumbrantes.

Na vossa comunicação referem que os visitantes do evento pertencem a setores tão distintos como o retalho, arquitetura, distribuição e investidores. A intenção/objetivo é, de facto, ter um evento o mais transversal possível?
Sim, definitivamente. O retalho representa uma fatia muito grande na economia nacional e tem uma cadeia de valor enorme. Obviamente que o Iberia Retail Show está focado na relação entre os protagonistas, ou seja, quem gere empresas no retalho, e os fornecedores/parceiros, que são quem os fornece. Mas entre estes os dois, existem muitos atores que têm um impacto enorme em todo o processo. Esses também fazem parte do Iberia Retail Show.

Na vossa opinião, o que é que as empresas procuram com a participação no Iberia Retail Show e o que é que os visitantes poderão retirar da sua participação?
As empresas querem estabelecer contacto com os agentes/atores do segmento do retalho, proporcionando, através de exposição e conteúdos, a sua proposta de valor. Melhores serviços, tecnologias, ofertas e soluções – esse é o compromisso das marcas expositoras. Os visitantes, por seu lado, poderão conhecer o que vem por aí. O que fazer nas suas lojas, que dados extrair, como tratá-los e como criar valor, tirando partido da transformação digital.

Que produtos, tecnologias e inovações no mundo retalho poderão ser vistas e conhecidas durante os três dias do Iberia Retail Show?
A tecnologia de exposição de produtos e de criação de experiências no cliente que visita uma loja serão a temática dominante. Hoje, com as tecnologias touch, interativas, podemos criar coisas revolucionárias. No entanto, o Iberia Retail Show tem a sua força na capacidade de dar soluções entre serviços tão simples como seguros, traduções, comunicação, marketing digital, entre outros, como tecnologias avançadas de suportes de iluminação inteligente, sistemas de frio, sistemas de gestão de informação integrado e tecnologia interativa.

Que periodicidade terá o evento e prevê transpô-lo para outras cidades de Portugal ou será um evento a realizar-se sempre no Porto?
A periodicidade é clara: um evento anual. Quanto à localização, ainda será prematuro falar antes do final da primeira edição, uma vez que o próprio evento está a criar o seu território. Será oportuno responder a uma pergunta dessas findas as conclusões da primeira edição.

No final do dia 13 de abril, o que deixará satisfeita a organização do Iberia Retail Show?
No final do evento, o que esperamos, em primeiro lugar, são duas coisas: visitantes satisfeitos e negócios para os parceiros. Internamente, usamos uma expressão: “O sucesso de um evento mede-se pela garantia que nos dá para a próxima edição”. Portanto, o sucesso do Iberia Retail Show passará por atingir um volume alto de visitantes, com conferências de grande interesse e marcas e desejar mais.