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Lucros da Jerónimo Martins caem 35% em 2017

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O resultado líquido atribuível da Jerónimo Martins registou uma quebra de 35% em 2017, fixando-se em 385 milhões de euros. De acordo com o comunicado publicado pela empresa de distribuição na CMVM, no ano passado as vendas da JM cresceram 11,3% para um total de 16,3 mil milhões de euros, um valor cuja principal responsável é a Biedronka, com 68%.

Em 2017, as vendas da Biedronka, insígnia polaca que conta já com 2823 supermercados, cresceram 13,2% para um total de 11 mil milhões de euros. No Pingo Doce, por sua vez, as vendas cresceram 3,1% para um total de 3,7 mil milhões de euros, e no Recheio as vendas atingiram um total de 942 milhões de euros, mais 7,2% do que no período homólogo.

Na Colômbia, a Ara fechou o ano com vendas de 405 milhões de euros, um crescimento de 72%, e na Hebe o incremento foi de 35,7%, para 166 milhões de euros.

Jerónimo Martins quer investir 750 milhões de euros em 2018

Já este ano, a companhia espera investir entre 700 e 750 milhões de euros, prosseguindo com a estratégia de investimentos levada a cabo em 2017. A companhia planeia, assim, a abertura de entre 70 a 80 lojas Biedronka, na Polónia, e de 150 lojas Ara na Colômbia, e manter “o forte plano de remodelações da Biedronka e do Pingo Doce”.

“O programa de investimento do grupo deverá manter-se nos níveis de 2017 e atingir um valor de 700-750 milhões de euros, incluindo, para além dos projetos de expansão de todas as insígnias, a manutenção do forte plano de remodelações da Biedronka e do Pingo Doce”, revela o comunicado da companhia.

Em 2017, a empresa de distribuição investiu cerca de 724 milhões.

Pedro Soares dos Santos, Presidente e Administrador Delegado do Grupo Jerónimo Martins, sublinha que “num ano de pressão contínua, motivada pelo contexto socioeconómico nos principais mercados onde operamos, o Grupo alcançou as suas metas e, uma vez mais, registou bons resultados, em linha com as nossas expectativas. Este é o resultado do forte desempenho das nossas equipas, que foram capazes de colocar as necessidades e aspirações do consumidor no centro das suas decisões, dando prioridade ao crescimento das vendas. Consequentemente, todas as nossas insígnias reforçaram as suas posições de mercado e o Grupo aumentou o retorno ao capital investido, assegurando em simultâneo uma sólida geração de caixa.”

“Iniciámos 2018 com uma visão clara das nossas prioridades estratégicas e com insígnias fortes e bem preparadas para enfrentar os desafios futuros. Continuaremos a investir nas nossas pessoas e na infraestrutura das nossas operações, comprometidos em encontrar, a todo o momento, o equilíbrio entre crescimento sustentável e rentabilidade, tanto no curto como no médio-longo prazos”, conclui.

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