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Retalho

“O e-commerce no pequeno comércio está a ultrapassar o das grandes empresas”

“O e-commerce no pequeno comércio está a ultrapassar o das grandes empresas”

Em Portugal, “o e-commerce no pequeno comércio está a ultrapassar o das grandes empresas, o que é pouco usual noutros mercados, sobretudo no retalho”. A conclusão é da economista responsável pelos Mercados da Europa, Médio-Oriente e África no Mastercard Economics Institute, Natalia Lechmanova. A responsável abordou os hábitos dos consumidores no âmbito do sexto Mastercard Innovation Forum, este ano dedicado ao tema “Together Towards Tomorrow”.

Natalia Lechmanova aponta ainda, citada em comunicado, que “o e-commerce é irreversível e que as vendas continuam a um nível alto, apesar do regresso às lojas físicas.” Outra mudança no comportamento é que “as pessoas estão a dar cada vez mais prioridade às experiências e menos a ‘coisas’”.

 

Este é “um comportamento oposto ao que tiveram durante a pandemia, em que as pessoas encomendavam televisores, roupa ou mobiliário. O que vimos acontecer em poucas semanas uma mudança do perfil de consumo que perdura até hoje”, explica.

Por sua vez, Eimear Creaven, presidente para Europa Ocidental na Mastercard, destacou o crescimento exponencial que a economia digital e dos pagamentos tiveram nos últimos cinco anos e “a mudança de atitude dos consumidores, que querem, cada vez mais, pagar da forma que lhe for mais conveniente, independentemente de o fazerem com um cartão, com um smartphone ou online com um click.”

 

Eimear Creaven sublinhou ainda os benefícios do openbanking e do openfinance para as Micro e PME e do papel que a Diretiva PSD2 teve na consolidação de muitas fintechs, duas realidades que “fizeram evoluir de forma significativa o sector financeiro e dos pagamentos”.

Maria Antónia Saldanha e Eimear Creaven

A importância das parcerias 

Relativamente ao futuro, Maria Antónia Saldanha, Country Manager da Mastercard em Portugal, explicou que este “só é melhor se todos participarmos na sua construção e se formos capazes de o fazer de forma inclusiva e sustentável. É por isso que na Mastercard damos muito valor à co-criação, com as parcerias certas, e que essa é, também, a estratégia que a Mastercard está a seguir em Portugal”.

 

Uma dessas áreas tem sido nas cidades sustentáveis. A Mastercard já está a trabalhar no sentido de auxiliar na transição digital dos operadores de transportes públicos, com o objetivo de melhorar a experiência de utilização e a eficiência dos operadores. Nesse sentido já tem parcerias com o Grupo Barraqueiro, com a Ubirider e com a Fertagus.

Maria Antónia Saldanha