A Auchan Retail anunciou que está a negociar com o Groupement Mousquetaires a transformação de cerca de 300 supermercados em França (excluindo a Córsega) para um modelo de franchising operado sob as insígnias Intermarché e Netto. Segundo a empresa, trata-se de “uma alteração importante na associação estratégica iniciada em 2024”, que permitirá combinar “poder de compra, formatos complementares e desempenho operativo”.
As lojas continuarão sob gestão da Auchan Retail, mas através de uma nova entidade jurídica autónoma criada para este fim. A Auchan permanecerá proprietária dos negócios, dos imóveis e empregadora das equipas. Como explica Guillaume Darrasse, director-geral da Auchan Retail, “os negócios e os imóveis continuarão a ser propriedade da Auchan, os colaboradores continuarão a ser colaboradores da Auchan, e operaremos sob a marca Intermarché, que fornecerá produtos, política comercial e conceito de loja”.
O projecto depende da aprovação das autoridades da concorrência e poderá entrar em vigor no final de 2026. Para o Groupement Mousquetaires, a iniciativa representa um reforço estratégico. Thierry Cotillard, presidente do grupo, afirma que “esta nova etapa marcará um avanço significativo no nosso desenvolvimento e fortalecerá a nossa presença no segmento de conveniência”. Christophe Chineau, presidente do Intermarché e Netto, sublinha o papel de proximidade: “com uma loja a cada 10 quilómetros, somos o comércio local por excelência. Amanhã, graças a este projecto, poderemos sê-lo ainda mais”.
A operação integra o plano de transformação da Auchan, apoiado pelo seu accionista maioritário, que visa reforçar posições nos mercados-chave, melhorar a competitividade em preço, repensar o modelo de hipermercado, optimizar a oferta, expandir o franchising e aumentar a eficiência operacional. Em França, esta estratégia já se materializou na recuperação de lojas Casino, na criação do grupo de compras Aura Retail e na participação nos consórcios Epic e Everest. A parceria foi recentemente aprofundada com o acordo que prevê a entrada do Intermarché no capital da agência de meios Valiuz.

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