Quantcast
Alexandre Soares dos Santos

Alexandre Soares dos Santos: “Aguentamos uma quebra de lucros, só não aceitamos uma quebra de consumidores, isso de jeito nenhum”

Soares dos Santos: "Portugal apresenta falta de estabilidade fiscal"

Na semana em que o Grupo Jerónimo Martins comunicou crescimento nas vendas em 10,5% em 2012, Alexandre Soares dos Santos, líder do grupo, deu uma grande entrevista ao semanário Expresso no qual indica comenta vários assuntos entre os quais a estratégia agressiva do Pingo Doce. Um campo em que a insígnia entrou e que “não gostou”.

“O Pingo Doce foi forçado a entrar num campo que não gostei, que é o das promoções, porque começámos a perceber que para o consumidor a promoção é um atrativo e um chamariz. Não podemos perder clientes, temos de aguentar a crise, aguentamos uma quebra de lucros, só não aceitamos uma quebra de consumidores, isso de jeito nenhum”, indica Alexandre Soares dos Santos.

O balanço que Alexandre Soares dos Santos faz dos últimos anos da Jerónimo Martins é muito positivo.“Há 40 anos o Pingo Doce não existia, começou o Recheio na Figueira da Foz e tínhamos lá uma loja e hoje temos mais de 2500. Tínhamos 300 pessoas na distribuição e 3000 na indústria, hoje temos mais de 66 mil pessoas. A indústria era cerca de 65% do Grupo Jerónimo Martins e hoje é 5%”.

 

Internacionalização

Em ano de início da operação na Colômbia  – com a marca Ara – O responsável indica ainda a importância da internacionalização para o grupo “Somos internacionais, em 23 anos as vendas aumentaram 40 vezes e os resultados operacionais 48 vezes e o resultado líquido 38 vezes. Isso marcou-me muito. Tenho a sensação de dever cumprido. Pegar numa empresa que estava velha, em que os acionistas discutiam se deviam vender, fechar ou continuar e termos vencido a batalha de crescimento…eu recusava ter vindo do Brasil para fechar”.

 

Sobre a Biedronka:

“Ainda hoje não consigo acreditar. É um trabalho de equipa, foi levado a sério, não fomos para lá (Polónia) brincar. Quando tive a primeira reunião lá, disse-lhes: “não venho para aqui para ganhar dinheiro em dois dias, venho para ser líder de mercado”. O maior desgosto que teria era se alguém vendesse a Jerónimo Martins. Foi o sonho do meu avô, do meu pai, o meu sonho. Sei que os meus filhos não vão fazer isso.

 

O regresso do grupo ao Brasil:

“Não escolhemos o Brasil para entrar agora porque está numa fase tão boa que é caríssimo entrar. Quando investimos no Brasil, nos anos noventa, levámos com a desvalorização do Real logo a seguir, de 30%, e correu mal. E ainda não temos massa crítica para entrar no Brasil. Temos de estar muito sustentados para o fazer. Daqui a cinco anos se verá se voltamos ou não.

 

Não perca informação: Subscreva as nossas Newsletters

Subscrever