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Sustentabilidade

Reciclagem em Portugal aumentou 2,6% no primeiro semestre de 2023

Reciclagem aumentou 2,6% no primeiro semestre de 2023

Mais de 220 mil toneladas de resíduos de embalagens de vidro, plástico, papel e cartão, embalagens de cartão para alimentos líquidos, aço, alumínio e madeira foram recicladas em Portugal durante o 1º semestre do ano. Tal representa um aumento de 2,6% relativamente ao período homólogo de 2022, segundo os dados oficiais do SIGRE (Sistema Integrado de Gestão de Resíduos de Embalagens).

O aumento absoluto da quantidade das embalagens enviadas para reciclagem por via da recolha seletiva, no primeiro semestre, equivale a cerca de 5 538 toneladas, das quais 761 correspondem a vidro (+1%)., 467 a plástico (+1%) e 4 236 a papel e cartão (+6%).

 

Pedro Simões, diretor geral da Novo Verde, uma das entidades gestoras de resíduos de embalagens, explica que “é necessário continuar a apostar na prevenção, sensibilização e na educação para que não se perca o foco do cumprimento das ambiciosas metas de reciclagem e de valorização previstas para 2025 e 2030. Temos o dever de garantir e cumprir de uma forma sustentável este nível de reciclagem de embalagens”.

Reciclagem de vidro aumenta, mas Sociedade Ponto Verde alerta para necessidade de acelerar

Se durante o primeiro trimestre de 2023, a reciclagem do vidro estava a diminuir, agora a tendência inverte-seu. No entanto, a Sociedade Ponto Verde, outra entidade gestora de resíduos, aponta que “é preciso acelerar, para que o país consiga cumprir a meta de reciclagem neste material, que é muito exigente”.

 

Os dados do Sistema Integrado de Gestão de Resíduos de Embalagem (SIGRE) mostram também que o alumínio carece de um aumento de desempenho.

“Globalmente, há ainda muito caminho a fazer em matéria de reciclagem em Portugal, mas verificamos que os portugueses estão a separar mais e melhor as suas embalagens. Ainda assim, embora este seja o único fluxo a cumprir as metas, com exceção do vidro, faz parte da nossa missão continuarmos a motivar os cidadãos para que se mantenham comprometidos com esta causa e a trabalhar com os nossos parceiros para melhorar o nível de serviço. As novas metas são muito exigentes”, conclui Ana Trigo Morais, CEO da Sociedade Ponto Verde.

 

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