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Qualidade: 59% dos consumidores elegem-na fator mais importante na escolha de frescos em loja

Qualidade: 59% dos consumidores elegem-na fator mais importante na escolha de frescos em loja

Um estudo da consultora Oliver Wyman, apresentado durante a Fruit Logistica, evento que decorre entre 6 e 8 de fevereiro, em Berlim (Alemanha), revela que 59% dos consumidores elege a qualidade como o fator mais importante na escolha de produtos frescos em loja e 47% afirma estar disposto a pagar mais por produtos de melhor qualidade.

O relatório ‘Surprises in Store’, elaborado pela consultora norte-americana e apresentado pela primeira vez no âmbito do ‘Fruitnet World of Fresh Ideas’, destaca o papel da fruta e dos legumes frescos no comércio individual de géneros alimentícios e oferece novos dados sobre os fatores que influenciam a escolha dos consumidores.

O fator qualidade representa mesmo 33% da satisfação total do consumidor, numa lista em que o preço e as promoções pesam apenas 4%, atrás de outros drivers como a variedade (21%), a apresentação do produto (10%) ou a disponibilidade do produto (5%).

A crescente procura do consumidor por produtos frescos de alta qualidade está também a aumentar as exigências em toda a cadeia de valor, obrigando os retalhistas a direcionar o foco para o setor hortofrutícola com o intuito de aumentar as vendas, melhorar a experiência do consumidor em loja e diferenciar a oferta do ponto de vista do produto.

“O facto de as frutas e legumes frescos representarem um papel decisivo no comércio retalhista não surpreende ninguém no setor”, afirma Alexander Pöhl, diretor para a área de Retail & Consumer Goods da Oliver Wyman e um dos autores do relatório.

Rainer Münch, partner da Oliver Wyman, acrescenta, por sua vez, que “o que talvez não seja tão evidente é a rápida mudança que está a acontecer no mercado dos produtos frescos. O consumidor espera encontrar frutas e legumes de boa qualidade em todas as lojas, pelo que o comércio individual de géneros alimentícios está a tentar fornecer produtos frescos para atingir uma vantagem comercial, o que se está a tornar cada vez mais difícil”.

O relatório envolveu a participação de aproximadamente 7.000 consumidores de 14 mercados na Europa (Portugal não está incluído) e América do Norte, afirmando-se como um dos mais abrangentes na área dos produtos frescos.