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Produção

Pinhais comemora centenário com aumento da faturação

A conserveira Pinhais comemora hoje (23 de outubro) o centenário da sua presença no mercado nacional, num ano de crescimento do volume de negócios. A empresa estima faturar 4,35 milhões de euros, que resulta num aumento de 30% face a 2019.

A Pinhais é uma das duas indústrias conserveiras que resistem na freguesia de Matosinhos, tendo conseguido resistir às diversas crises. Em 2016 foi comprada pela Glatz, empresa austríaca, que era, na altura, o seu principal cliente e que, como única condição, exigiu que o processo produtivo se mantivesse artesanal.

“A produção artesanal tem um papel central na identidade e qualidade das nossas conservas. Trabalhamos com a melhor sardinha e seguimos o mesmo ritual de preparação do pescado há décadas, assumindo o compromisso de manter viva esta arte que também é símbolo de Portugal”, refere António Pinhal, que representa a terceira geração da conserveira.

Em comunicado, a empresa diz comemorar “a qualidade e a tradição, o orgulho de ser português e o nosso mar de descobertas”, afirmando que, apesar de em 100 anos muita coisa ter mudado, “na Pinhais só mudou a embalagem, porque a receita e a qualidade […] continuam as mesmas há um século”.

Apesar de ser considerada uma “marca de nicho”, 95% da produção da Pinhais destinam-se aos mercados internacionais, como é o caso dos EUA, Áustria, Itália, França, Curaçau, Aruba, Dinamarca e Holanda. Em Portugal, os produtos estão disponíveis em lojas selecionadas e restaurantes premium.

Com o objetivo de levar as suas conservas à mesa de consumidores no mundo inteiro, a Pinhais lançou, recentemente, a sua loja online, que permitiu à empresa chegar a mercados tão diversos como o Nepal ou o México, num total de mais de quarenta e oito mercados diferentes.

A conserveira prevê lançar, no próximo ano, um museu vivo da indústria conserveira, em parceria com a Câmara Municipal de Matosinhos. Um projeto que visa “contribuir para a sustentabilidade e valorização da indústria conserveira de Matosinhos e proporcionar uma experiência absolutamente inédita, especialmente pensada para a comunidade local, turistas e clientes”.

A empresa revela ainda que, para comemorar o centenário, lançou um livro comemorativo que conta a história da empresa e da indústria conserveira, através de imagens e testemunhos de colaboradores, parceiros de negócio e fornecedores (antigos e atuais).