Inovação

Associações europeias querem 120 mil M€ para I&D

Associações europeias querem 120 mil milhões de euros para inovação e desenvolvimento

93 associações comerciais europeias e organismos de investigação (Business Europe, APPLIA, CEMA, CECIMO, CEPE, EFCC, EUCIA, PLASTICS Europe, entre outras) uniram-se, num abaixo-assinado, para pedir um ambicioso programa à União Europeia (UE). Sob a chancela do programa “Horizon Europe Programme”, estas entidades pedem às instituições da UE a fazer da pesquisa, inovação e desenvolvimento e inovação (PI&D) uma prioridade no próximo Quadro Financeiro Plurianual 2021-2027.

“Convocamos o Conselho da UE a aumentar o orçamento alocado para o programa ‘Horizon Europe’ para, pelo menos, 120 mil milhões de euros (a preços de 2018), dos quais pelo menos 60% devem ser dedicados ao pilar ‘Desafios globais e competitividade europeia da indústria’”, lê-se no comunicado conjunto, salientando ainda que “estes compromissos são cruciais para garantir a liderança tecnológica e científica da Europa na década que se aproxima”.

A comunidade europeia de inovação está comprometida em envolver-se ativamente no processo de co-criação para a implementação bem-sucedida do Horizonte Europa. “No entanto, o programa necessitará de um orçamento adequado ao nível das suas ambições”, admitem.

O aumento para, pelos menos, 120 mil milhões de euros permitirá, segundo as 93 associações: (i) impulsionar o crescimento, emprego e competitividade da Europa; (ii) assegurar a posição da Europa no panorama da concorrência internacional por soluções inovadoras; (iii) desenvolver e ampliar as tecnologias que impulsionarão o continente no século XXI.

No comunicado conjunto pode ainda ler-se que este aumento do budget “não significaria apenas a criação de até 100.000 empregos em atividades de PI&D entre 2021-2027, mas também 11 euros do PIB em troca de cada euro investido em 25 anos”. Além disso, admitindo que os gastos com PI&D na Europa permanecem “relativamente baixos em comparação com nossos concorrentes globais”, a meta de 3% do PIB investido em pesquisa e desenvolvimento deve agora “tornar-se uma realidade”, reforçam.

Na opinião destas associações, os Estados-Membros “devem alocar uma parcela do orçamento de pelo menos 60% do orçamento total da Horizon Europe para o seu pilar II – Desafios Globais e Competitividade Industrial Europeia”.

Além de um reforço do investimento, as associações referem, igualmente, que é necessário “construir parcerias de longo prazo baseadas em confiança entre uma grande variedade de atores europeus de I&D, que é um elemento indispensável para fortalecer os ecossistemas europeus e as cadeias de valor industriais”.

Na ótica das associações abaixo-assinadas “isto garantiria a adoção de novas tecnologias, novos produtos e serviços, melhoraria o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas e aumentaria a competitividade europeia”, ao mesmo tempo que “reduzia riscos e incertezas, estimularia o investimento das empresas na Europa, demonstrando o apoio da UE.