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Retalho

Vendas líquidas da DIA Portugal aumentam 6,4% no 1.º semestre

Minipreço

As vendas líquidas do grupo DIA cresceram, em Portugal, 6,4% no 1.º semestre face a igual período de 2019, totalizando 309,2 milhões de euros contra os 290,7 milhões de há um ano.

Já as vendas brutas sob insígnia passaram de 407,6 milhões de euros (1.º semestre de 2019) para 430,6 milhões de euros no final deste primeiro semestre de 2020, correspondendo a uma subida de 5,7%.

Quanto ao EBITDA da operação portuguesa (Minipreço e Clarel), o retalhista informa que este aumentou 86,7% face aos primeiros seis meses de 2019, para 6 milhões de euros quando há um ano totalizava 3,2 milhões de euros.

A operação nacional do DIA terminou este período com um total de 568 lojas, sendo que 317 são lojas próprias, enquanto 251 pontos de venda são franquias. Para este número contribuíram os nove encerramentos, a abertura de uma franquia e a transformação de 19 lojas em sistema de franquia para loja própria.

Em consonância com o plano estratégico apresentado nos resultados financeiros do primeiro trimestre de 2020 no passado mês de maio, encontra-se em curso o arranque da segunda fase de transformação do negócio da DIA, indicando o retalhista que “as equipas de direção de todos os países estão a aplicar as medidas definidas para cada país, juntamente com as diretrizes estratégicas, a supervisão de resultados e a atribuição de capital efetuado pela equipa corporativa”.

Durante o primeiro semestre de 2020, as prioridades de transformação incluíram “o desenvolvimento da proposta de valor comercial da DIA, oferta de marca própria e venda online, assim como as melhorias do modelo de franquia da DIA e a manutenção das eficiências operativas”, informa o grupo em comunicado.

Em Portugal, em concreto, isto representou o término de reformas em 125 lojas no primeiro semestre de 2020 para favorecer o arranque da otimização do sortido.

Entre outras decisões estratégicas do grupo para o nosso país enumeram-se, também, o final dos testes de venda online realizados no primeiro semestre de 2020 e atual cobertura em toda a cidade de Lisboa, a nomeação de um novo diretor de franquias no segundo trimestre e lançamento da implementação do novo modelo, bem como a implementação de frequência de entrega de seis dias por semana em 80% da rede de lojas para consolidar o aumento da oferta de produtos frescos, com a otimização de mercadoria em lojas e armazéns segundo o previsto.

De forma global, o grupo DIA obteve vendas líquidas de 3.515 milhões de euros no 1.º semestre de 2020, correspondendo a uma subida de 2,1% face a período homólogo de 2019, atribuindo os responsáveis do grupo este resultado ao “impacto positivo tanto das medidas de transformação como do aumento do consumo de alimentos nos lares devido ao confinamento mesmo com uma descida do número de lojas em 6% e com uma depreciação do peso argentino (34,1%) e do real brasileiro (19,1%)”.

Já as vendas like-for-like (lfl) aumentaram 8,7%, impulsionadas pelo aumento de 25,7% na cesta média, que compensa uma descida de 13,5% no número de tickets, com um crescimento subjacente em Espanha e Portugal antes da pandemia de COVID-19 e números positivos em junho (+10%).

Se o EBITDA do grupo DIA aumentou em 1214%, passando de 13,5 milhões de euros no primeiro semestre de 2019, para 176,9 milhões de euros para o final destes seis meses em 2020, o EBIT continua negativo em 52 milhões de euros, apesar da melhoria em 83,8%.

Finalmente, o lucro líquido atribuível à operação do grupo DIA passou de 418,7 milhões de euros negativos, no final do primeiro semestre de 2019, para uns 187,7 milhões de euros negativos nos primeiros seis meses de 2020.

Relativamente aos resultados, o presidente do grupo DIA, Stephan DuCharme, salienta que “os resultados financeiros do segundo trimestre demonstram o impacto positivo da resposta adotada perante a situação do COVID-19 e da transformação do negócio que já estávamos a efetuar”.

O responsável máximo pelo grupo considera ainda que “os clientes estão a responder à atrativa oferta de proximidade e às nossas novas capacidades de venda online e os números positivos das vendas comparáveis (like-for-like) de junho e julho, após o confinamento, constituem um bom indicador desse progresso”.

Relativamente ao futuro, DuCharme explica que o grupo “continuará a implementar no segundo semestre iniciativas de transformação incluídas no plano estratégico, com foco nos pilares fundamentais do nosso modelo de franquia e proposta de valor comercial melhorada, que se apoiam na otimização da eficiência operacional”.