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Vendas brutas da Coviran perto dos 1,5 mil milhões de euros em 2019

Coviran

A Assembleia-geral de sócios da Coviran aprovou as contas anuais de 2019, que mostram um crescimento das vendas brutas para 1.463 milhões de euros, correspondendo a um aumento de 6,7% face a 2018.

Na reunião magna da cooperativa ficou, igualmente, o incentivo ao foco nos associados e num modelo de negócio mais competitivo e sustentável, bem como no seu processo de transformação cultural, digital e omnicanal.

Do montante alcançado pela cooperativa dirigida por Patro Contreras, presidente e conselheira delegada, e pelo novo diretor-geral, José Francisco Muñoz, 160 milhões correspondem às vendas realizadas em Portugal e 1.303 milhões de euros a Espanha, mantendo o total dos seus ativos económicos acima dos 217,9 milhões de euros.

Quanto ao valor líquido do volume de negócios, este sobe para 2,1% face a 2018 e o EBITDA ajustado destas despesas extraordinárias resultantes da variação organizacional, ascende a 8,2 milhões de euros, mais 1,74% do que o valor registado no ano anterior.

“O segundo semestre de 2019 admitiu uma margem de manobra para melhorar a eficácia e a competitividade ao serviço dos sócios e, através deles, dos seus clientes. Isto significa uma redução significativa da base de custos e uma política de investimentos mais eficaz e focada nas alavancas de crescimento”, refere a cooperativa, em comunicado.

O cashflow social, no final de 2019, era de 707 milhões de euros, 1,11%, valor que reflete o contributo da cooperativa para a melhoria da economia local através da sua atividade.

Durante o ano de 2019, a cooperativa e os seus sócios atribuíram 19,7 milhões de euros ao investimento. Deste montante, o contributo da cooperativa foi de 4,91 milhões, valor aplicado à modernização do ponto de venda, homogeneização da imagem da marca, transformação digital, rentabilidade e competitividade do modelo de negócio.

A nível do grupo, a Coviran gera 15.746 postos de trabalho, dos quais 13.555 em Espanha e 2.191 em Portugal, mais 0,6% do que em 2018, correspondendo a taxa de colaboradores permanentes da cooperativa a 87,52%.

De referir que, por mais um ano, a Escola de Comércio foi uma alavanca para o desenvolvimento estratégico de sócios e colaboradores, e um espaço de formação para melhorar a competitividade e rentabilidade dos supermercados. Em 2019, 51% dos colaboradores diretos realizaram algum tipo de formação, com um total de 1.439 horas ministradas. Os sócios, os seus colaboradores e outros grupos de interesse, totalizaram 1.801 alunos e 18.115 horas de formação por meio dos 195 programas do Plano de Formação de 2019 e dos programas ad-hoc para o grupo.

A Coviran terminou o ano de 2019 com um total de 2.427 parceiros na península, Ceuta e ilhas e 2.855 pontos de venda (2.563 em Espanha e 292 em Portugal). Estes dados permitem à Coviran manter o seu segundo lugar no ranking nacional do setor em número de estabelecimentos, e o terceiro em Portugal, posição que se tem consolidado em ambos os países.

Quanto à quota global de mercado, mantém-se nos 2,32% em Espanha e sobe para 1,06% em Portugal, indicando a cooperativa que, “se tivermos apenas em consideração os estabelecimentos com um máximo de 800 metros quadrados (em 2019 a Nielsen alterou os critérios de segmentação para menos de 800 m2) esta quota sobe para 8,96% em Espanha e 2,81% em Portugal”.

Horizonte 2025
Em 2019, a Coviran começou a desenvolver o seu novo plano estratégico para os próximos cinco anos com o objetivo de otimizar e impulsionar o desempenho dos supermercados Coviran. “Uma cooperativa focada nos seus associados e num modelo de negócio mais competitivo e sustentável e no seu processo de transformação cultural, digital e estratégia omnicanal”, salienta a Coviran.

Com este objetivo, em 2020, os pontos de venda terão um novo software de gestão e um e-commerce adaptado à singularidade dos supermercados Coviran e ao seu sortido.

“Os projetos tecnológicos são soluções inovadoras para tornar os modelos de loja sustentáveis e rentáveis, e uma alavanca para uma melhor gestão do ponto de venda. Trata-se de uma mudança profunda, mas gradual e tem em conta não só a tecnologia, mas também a própria cultura da organização e o leque de opções de negócio que se abrem ao colocar o cliente no centro das decisões para oferecer a melhor experiência de compra”, conclui a cooperativa de origem espanhola.