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Retalho

Transformação digital essencial e imparável no retalho

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A transformação digital no sector do retalho é aceite como essencial e é agora imparável, de acordo com um novo estudo global divulgado pela Fujitsu. Mais de dois terços dos retalhistas em nove países encara a transformação digital como essencial para a tecnologia do retalho, sendo que apenas 7% discorda.

Com as experiências de compras online e físicas a aproximarem-se cada vez mais, os resultados do estudo da DataDriven para a Fujitsu confirmam que a maioria das transformações digitais está bem encaminhada nos retalhistas, com os departamentos financeiros a constituirem-se como os pioneiros, com uma implementação madura existente ou bem encaminhada em 63% dos inquiridos. A seguir aparecem as vendas (62%), o apoio ao cliente (59%) e as operações de frente de loja no retalho (59%).

Richard Clarke, director-executivo, Retalho Global, na Fujitsu, refere que “o setor do retalho permite-nos ver claramente muitas das alterações profundas que estão a ter impacto na sociedade e no nosso modo de vida. O impacto da COVID-19 acelerou as tendências do retalho que já estavam a avançar – e são agora imparáveis”.

O novo estudo da Fujitsu mostra que os retalhistas estão a reagir de forma determinada e estão “no bom caminho rumo à transformação digital”, admite Clarke.

Retalho online e físico cada vez mais próximos
A transformação digital está subjacente a mudanças estratégicas no retalho identificadas no estudo global. O estudo indica, por exemplo, que os retalhistas apresentam cada vez mais vendas online, sendo que mais de um terço (34%) já oferece a maioria dos seus produtos e serviços online – uma tendência acelerada pela crise global da COVID-19. Além disso, muitos retalhistas possuem um modelo híbrido online e físico que depende de iniciativas como ‘comprar online, levantar na loja’, com quase dois terços (64%) dos retalhistas a concordarem que o retalho online continua a aproximar-se do físico.

Abertura da disponibilidade dos dados do retalho aos compradores, como os níveis actuais de inventário de um produto é outro factor essencial. Aqui, quase sete em cada 10 retalhistas (69%) consideram que isto também é uma medida positiva para quem vende.

Mas o estudo apontam ainda outros impactos da transformação digital nos retalhistas. Redução de despesas, sobretudo na logística, armazenamento e transporte, foram referidos por 21% dos inquiridos. Outras áreas em que a transformação digital está a reduzir custos é no departamento financeiro (20%), na manutenção (20%), no funcionamento (19%), nas TIC (18%) e nas operações de retalho (18%).

Finalmente, no apoio ao cliente, 29% dos inquiridos relatam uma melhoria, destacando-se, igualmente, áreas como o call center (19%), o marketing (16%) e a inovação no local de trabalho (16%).

Da cloud à IA
Em termos de escolhas de tecnologia de transformação digital, a cloud é um componente cada vez mais importante do processamento das TIC no retalho. O Software-as-a-Service (SaaS) é a fonte de aplicações mais popular (32%). Mas um número significativo de retalhistas opta pelo processamento in-house (24%) ou por aplicações empresariais prontas a usar (18%).

Apesar da enorme atenção dada à computação cloud ao longo da última década, muito poucos retalhistas acreditam que seja excessiva. Aliás, afirmam que esta não recebe a atenção que merece. Os cépticos da cloud são sobretudo os retalhistas que mantêm a maioria do seu processamento in-house.

Já a Inteligência Artificial (IA) é cada vez mais importante no retalho, com dois terços (69%) a considerarem-na uma oportunidade, enquanto um número apenas ligeiramente inferior (66%) acredita que ela trará melhor qualidade de vida e permitirá a criação de novos empregos. Embora as tecnologias associadas à Internet das Coisas (IoT) tenham muitas aplicações no retalho, a adopção continua a ser lenta, não obstante 69% acreditem que esta tecnologia acabará por revolucionar o retalho.