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Retalho alimentar “sobrevive” ao caos imobiliário com ajuda do online

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A atual pandemia está a afetar todos os setores de atividade de retalho, exceto a área de Bens de Grande Consumo (BGC). A primeira edição do COVID-19 Portugal Market Update, da Cushman&Wakefield (C&W), revela que “minimizar perdas e manter o setor sustentável a longo prazo requer uma atitude construtiva de proprietários e inquilinos, bem como da banca e entidades oficiais”, salientando ainda que a retoma “dependerá de quanto tempo levará o retorno à normalidade e se os padrões de consumo voltarão aos níveis anteriores”.

Embora a confiança do consumidor se encontra a níveis muito baixos, os retalhistas estão a fazer o máximo para capitalizar as vendas online, que viram um aumento particularmente elevado no setor de alimentos, destacando a C&W que “uma das maiores cadeias de supermercados relatou pedidos quatro vezes superior ao normal. “Como resultado, um número significativo de retalhistas online está a aumentar o tamanho das equipas para responder à procura atual”.

Certo é que alguns proprietários de centros comerciais perdoaram as rendas, enquanto as lojas tiverem de manter-se fechadas. Para os outros centros, e embora a legislação de moratória de rendas ofereça aos inquilinos um balão de oxigénio temporário, “as negociações caso a caso deverão ser a regra no período pós-proibição”, explica consultora em serviços imobiliários.