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Portugueses mais preocupados com os gastos e apoio ao comércio local

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Portugal ocupa o primeiro lugar no top de países europeus que estão mais sensibilizados para a sustentabilidade. Dos inquiridos, 72% afirma não gostar do desperdício gerado pelos presentes de Natal e, este ano, irá comprar menos presentes em comparação com anos anteriores.

As conclusões do European Consumer Payment Report 2020 (ECPR) da Intrum revelam, também, que esta uma percentagem mais elevada do que a média europeia (47%), e bem mais do que Espanha, que se encontra em 15º lugar com uma percentagem de 45%.

A crise covid-19 aumentou também a consciência e espírito de solidariedade dos portugueses e 76% afirma pretender apoiar empresas e o comércio local nesta época natalícia, correspondendo a um valor substancialmente superior à média europeia, que se situa nos 59%.

Alterações climáticas, compras sustentáveis e comportamento ecológico são temas que preocupam, cada vez mais, os consumidores. “Em 2020 vemos um aumento do número de inquiridos a limitar as suas despesas devido à sua preocupação com a sustentabilidade, em particular entre os consumidores mais jovens e as mulheres”, revelam os números do estudo da Intrum. A nível europeu, metade dos inquiridos afirma comprar menos presentes de Natal para reduzir a sua pegada de resíduos pessoais.

Para Luís Salvaterra, diretor-geral da Intrum Portugal, “o impacto social da crise está a dar aos consumidores uma pausa para reflexão. A maioria demonstra um interesse crescente pelo tema da sustentabilidade e isso reflete-se numa preocupação pela limitação dos gastos, que aumentou em todos os grupos etários, comparativamente com 2019.”

A nível etário, é o grupo dos 55 aos 64 anos que tem demonstrado uma maior consciencialização no que diz respeito a limitar os seus gastos, passando de uma percentagem de 59% em 2019, para 72% este ano. Já quanto ao género, o estudo da Intrum conclui que as mulheres portuguesas estão ligeiramente mais sensíveis a este tema do que os homens.

Finalmente, em Portugal, 44% dos inquiridos afirma também que as redes sociais continuam a desempenhar um papel importante na sensibilização dos consumidores relativamente a gastos mais sustentáveis, valor este superior à média europeia (35%).