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Pedro Pimentel, diretor-geral da Centromarca

Quais foram os maiores desafios que o setor em que exerce atividade enfrentou no ano 2019?
2019 revelou-se, como se previa, um ano desafiante, com alguns dossiers a chegarem ao seu epílogo e com outros a entrarem – em força – na agenda.

Como aspetos mais marcantes, salientaria:

A nível de Mercado

A nível do Consumidor

A nível da Regulação (e Autorregulação)

E que soluções foram encontradas para resolver esses mesmos desafios?
A Centromarca e as empresas nossas associadas acompanharam de muito perto, como seria de esperar, todos estes dossiers. Ainda assim algumas notas:

Como antecipa o ano de 2020 para as marcas e que novos desafios poderão ser lançados?
Julgo que em 2020 sentir-se-á, antes de mais, um aprofundamento e em casos como os das alterações climáticas ou do ambiente quase que uma sublimação dos dossiers mais importantes do ano que agora termina.

As empresas transformadoras e os retalhistas irão sofrer uma pressão mediática crescente para a mudança de alguns aspetos críticos da sua atividade, embora o mercado não esteja – em minha opinião – preparado para lhe dar uma resposta totalmente positiva, seja a nível, por exemplo, da transição de materiais de embalagem, seja a nível da capacidade do mercado remunerar os investimentos e acréscimos de custos necessários a essa mesma transição.

Falar-se-á, por certo, muito em digitalização, muito embora mais numa ótica comercial do que operacional, onde, como quem conhece o sector percebe, essa digitalização está fortemente presente.

Finalmente, 2020 poderá marcar algumas mudanças na paisagem do retalho alimentar em Portugal, com a entrada e consolidação de novas insígnias e conceitos e com o ganhar de espaço de um retalho mais especializado e direcionado para nichos concretos de consumidores.