Opinião

Pagamentos “sem contacto”, rápidos e seguros até 50€

pagamentos contactless - Distribuição Hoje

As revoluções têm muitas origens, desfechos e, mais prosaicamente, nomes. Esta tem nome inglês e tirou-nos, positivamente, a parafernália de notas e moedas dos bolsos. Contactless, que em bom português significa “sem contacto”, é o desenlace natural de um processo que começou há mais de 3 mil anos na Mesopotâmia quando o Homem começou a efetuar aquilo que podemos considerar os primeiros “pagamentos” através da utilização de conchas marítimas.

Conchas que se metamorfosearam em moedas, moedas que se transformaram em notas, notas em cartões de débito e, estes últimos, em cartões com integração de tecnologia contactless que nos permitem pagar um bem ou serviço sem a necessidade de inserirmos um código PIN ou tocarmos no TPA – terminal de pagamento automático.

E a tecnologia contactless não tem obrigatoriamente de estar integrada num cartão. Smartphones ou os chamados wearables como as pulseiras ou smartwatches, tudo o que se interliga digitalmente, pode servir de forma de pagamento com esta revolução contacless.

Dinheiro físico: terá os dias contados?
Abraçar um mundo sem dinheiro físico pode demorar o seu tempo, mas tal como já se verificou em muitas outras revoluções, o consumidor é lesto a adaptar-se às ferramentas que lhe trazem um maior conforto. Não carregar dinheiro na carteira, não ser obrigado a lembrar-se do PIN do cartão multibanco sempre que quer efetuar um pagamento ou, simplesmente, diminuir o tempo que perde na introdução do mesmo no TPA, são alguns dos fatores que concorrem para uma cada vez maior adesão da parte do público a métodos de pagamento onde a tecnologia contactless esteja presente.

Só para se ter uma ideia, enquanto os pagamentos em dinheiro vivo podem demorar até 23 segundos e os pagamentos com introdução do cartão e PIN de 10 a 20 segundos, a tecnologia contactless permite pagar um bem ou serviço entre apenas 4 e 12 segundos.

Caso estes dados não convençam os mais tradicionalistas (clientes e comerciantes), o Banco de Portugal acaba de decidir aumentar o valor máximo de transação por contactless de 20€ para 50€ de modo a incentivar os pagamentos presenciais “sem contacto” devido à pandemia do novo coronavírus.

Contactless e a segurança
A juntar a estes fatores, existe ainda um outro, talvez o mais importante de todos eles: a segurança. Em Portugal, tal como nos restantes países europeus, os principais sistemas emissores de cartões disponibilizam cartões com integração de tecnologia contactless construídos sob o standard europeu de segurança EMV Chip que reduz a hipótese de fraude à insignificância.

Se, do lado dos consumidores, a segurança é um dos fatores que mais pesam na opção por este tipo de pagamento, não o é em menor grau do lado de quem lhes disponibiliza este serviço: os agentes económicos. Partes imprescindíveis nesta equação, estes agentes ainda mostram, contudo, alguma relutância na adoção deste tipo de tecnologia nos seus terminais de pagamento automático.

REDUNIQ na vanguarda do Contactless
Para estes, a resposta vem sobre a forma de REDUNIQ. Esta marca portuguesa disponibiliza aos comerciantes/fornecedores de serviços terminais de pagamento automático (fixos e móveis) com a única tecnologia contactless em Portugal com a certificação PCI DSS, assegurando que todo o processo de pagamento é verdadeiramente seguro em todas as suas dimensões.

O modo como tudo acontece é simples. O operador coloca o valor e vira o terminal para o cliente e é sempre o cliente que escolhe a forma de pagamento – chip ou contactless, dado que o cartão não deve sair da mão do cliente. Este método é mais seguro para o negócio, que não toca no cartão do cliente.

Recentemente, e ao invés dos anteriores 20€, a tecnologia contactless, por decisão do Banco de Portugal, passa a permitir realizar transações apenas por aproximação ao terminal de pagamentos até 50€ sem necessidade de inserir o PIN do seu cartão e se ainda não tiver sido atingido o valor global de 150€ diários ou um máximo de 5 transações por dia.

Caso a opção seja pagar com o smartphone, o cliente apenas tem apenas que desbloquear o seu telemóvel para autorizar o pagamento.

Contactless, uma opção mais higiénica
E quando falamos em segurança, não nos referimos apenas à validação e controlo dos pagamentos. Falamos, como vimos, do reforço da higiene permitido por esta tecnologia inovadora. Numa altura em que todos vivemos sob a ameaça do novo coronavírus, o Banco de Portugal veio publicamente aconselhar os portugueses a privilegiarem os pagamentos contactless em relação aos demais métodos porque diminuem o risco de propagação do Covid-19, uma recomendação a que juntam agora a decisão de aumentar o valor máximo por transação de 20€ para 50€ como vimos anteriormente e que segue esta mesma lógica sanitária.

Preparados para aceitar cartões dos principais sistemas de pagamento internacionais, os TPA REDUNIQ permitem, ainda, ao agente económico, entre outras coisas, uma redução de custos com o manuseamento do dinheiro (processo de pagamento otimizado e contabilidade mais facilitada), transações médias mais elevadas e ainda lhe dão a garantia de que o pagamento se realmente se efetua.

Ainda longe de países como a Suécia, onde os pagamentos com contactless se cifram nos 71% do bolo total de transações, ou de uma Dinamarca que pretende abolir notas e moedas até 2030, a verdade é que em Portugal, fruto de exemplos como o da REDUNIQ, o aumento da consciencialização de que os pagamentos contactless são mais cómodos e seguros para todas as partes envolvidas (consumidor e agente económico) levam a que, atualmente, 37% dos portugueses já utilize esta tecnologia nos seus pagamentos com as previsões a apontar para um crescimento acentuado da taxa de penetração do contactless ao longo dos próximos anos.