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Mais de 30% dos portugueses não recicla os REEE

lixo eletrónico

Um estudo sobre os “Hábitos dos Portugueses em relação ao Lixo Eletrónico” revela que 33,8% da população continua a não encaminhar os Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrónicos (REEE).

A investigação mostra, no entanto, que a maior parte dos portugueses (66,2%) diz reciclar os Equipamentos Elétricos e Eletrónicos quando estes se avariam ou se encontram danificados e a maioria (52,7%) dos que encaminham estes equipamentos para receberem uma nova vida optam por entregá-los numa loja de eletrodomésticos ou pedem para estes serem recolhidos quando recebem o novo.

As conclusões são do estudo levado a cabo pela Qdata para a ERP Portugal (Entidade Gestora de Resíduos) e para a LG Portugal. O objetivo é entender os hábitos dos portugueses em relação ao “lixo eletrónico” de forma a delinear uma estratégia para melhorar os números da reciclagem dos Resíduos Elétricos e Eletrónicos em Portugal.

Em comunicado, a LG refere que os resultados “são animadores, mas existe ainda um longo caminho a percorrer para garantir a reciclagem dos REEE e/ou prolongar o tempo de vida útil dos equipamentos que ainda funcionam”.

Outras conclusões

Cerca de 50% dos portugueses coloca o equipamento num contentor específico para ser reciclado, sendo que os Pontos de Recolha de Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrónicos são o local preferencial para 67,4% dos portugueses encaminhar corretamente estes resíduos.

Embora os dados sejam positivos, 26,6% da população ainda não sabe onde colocar os REEE e apenas 2,1% dos jovens entre os 18 e os 24 anos tem por hábito reciclar os seus aparelhos eletrónicos.

O estudo revela ainda que 45,5% dos portugueses até oferece a outras pessoas, ou a uma organização, os equipamentos que ainda funcionam e que já não quer, mas 32,2% continua a optar por deixar o equipamento na prateleira, na garagem ou no armário, impedindo que o mesmo seja reaproveitado.

Há um dado curioso. É que 59,2% dos portugueses admite guardar os equipamentos que já não usa, mas que ainda funcionam, porque acreditam que ainda podem ser úteis mais tarde. Esta tendência volta a ganhar expressão quando os equipamentos já estão avariados ou danificados, com 24,4% a assumir que fica com o REEE para separar peças ou materiais para reutilizar ou vender e 14,8% a manifestar intenção de repará-los mais tarde.

Os pequenos eletrodomésticos, como secadores de cabelo ou micro-ondas (30,35%), e os telemóveis (28,25%), estão no topo dos equipamentos elétricos e eletrónicos que deixaram de ser utilizados e foram trocados por um novo no último ano.

De acordo com o estudo, se “juntarmos os REEE guardados em casa à espera de melhores dias ou de novos recomeços a todos aqueles que 33,8% dos portugueses que não os reciclam, temos milhares de toneladas de equipamentos fora dos circuitos adequados de reciclagem e/ou reutilização”.