Retalho

Jerónimo Martins vê todos os negócios crescer e supera os 18,6 mil milhões de euros

Jerónimo Martins vê todos os negócios crescer e supera os 18,6 mil milhões de euros

O grupo Jerónimo Martins (JM) viu as vendas no ano 2019 (resultados preliminares) aumentar em 1,3 mil milhões de euros face a 2018, totalizando vendas líquidas de 18.638 milhões de euros, correspondendo a uma subida de 7,5% face ao ano anterior.

Na Polónia, o maior retalhista português refere que “o consumo manteve-se em níveis saudáveis, impulsionando o trading up no cabaz alimentar”, salientando, contudo, que “a inflação alimentar no país foi mais alta do que o inicialmente esperado”, estimada em 4,9%m segundo avançam os dados do Gabinete Polaco de Estatística (GUS).

Perante este cenário a operação da Biedronka viu as vendas crescerem 7,9% para 12,6 mil milhões de euros, significando isto quase mais mil milhões de euros que em 2018. Certo é que a operação da “joaninha” já representa 67,7% nas vendas globais da companhia liderada por Pedro Soares dos Santos.

A Biedronka encerrou 2019 com uma rede de 3.002 lojas, tendo inaugurado 33 lojas no formato de menor dimensão e 95 lojas no conceito tradicional (um total de 102 adições líquidas). Em 2019, a companhia remodelou um total de 252 lojas.  Apesar dos menos 13 dias de vendas em relação a 2018, também a Hebe (rede de lojas especializadas em Saúde e Beleza) registou um forte desempenho e cresceu as vendas em 25,9% face a 2018, totalizando 259 milhões de euros.

A JM informa ainda que a Hebe abriu 46 novas lojas (43 adições líquidas) e terminou o ano com uma rede de 273 lojas: 28 farmácias e 245 drogarias (21 das quais incluem farmácia).

Em Portugal, fruto de uma envolvente de consumo favorável ao longo do ano e a uma inflação alimentar baixa, na ordem dos 0,3%, o Pingo Doce registou um desempenho positivo no ano, registando um crescimento nas vendas de 2,9% para 3,9 mil milhões de euros, representando, agora, 22,1% nas vendas totais do grupo JM.

Em 2019, o Pingo Doce abriu 9 lojas (das quais, 4 sob o conceito de conveniência Pingo Doce &Go) e realizou 30 remodelações profundas e 14 de natureza mais ligeira.

Ainda em Portugal, o Recheio superou, pela primeira vez, os mil milhões de euros em vendas, mais precisamente, 1.007 milhões de euros, o que representa um crescimento de 2,7% face a 2018.

Viajando até ao outro lado do Atlântico e com os indicadores de consumo colombianos a evoluírem de forma mais favorável relativamente ao ano anterior, a operação da Ara registou um crescimento de 30,8% nas vendas face ao exercício do ano anterior, o que se traduziu em vendas de 784 milhões de euros.

Em face deste crescimento, o grupo Jerónimo Martins admite que se tornou “prioritário continuar a validar o potencial de cada loja, o que levou à revisão do calendário de aberturas da insígnia”. Assim, em 2019, a Ara abriu 85lojas e terminou o ano com uma rede de 616 localizações, concluindo a JM que, em 2020, “o ritmo da expansão regresse à ambição definida”.