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Jerónimo Martins: “O Pingo Doce vai ser cada vez mais uma empresa de restauração”

O Grupo Jerónimo Martins [1] prevê investir entre 700 a 750 milhões de euros em 2020. Nos planos estão uma loja Recheio, 10 novas lojas Pingo Doce, mas também a aposta num novo conceito centrado na restauração e comida pronta, que vai ganhar uma unidade stand alone, revelou esta sexta-feira (21 de fevereiro) Pedro Soares dos Santos, CEO da companhia, durante a apresentação dos resultados de 2019 à imprensa.

“O Pingo Doce vai ser cada vez mais uma empresa de restauração. O que os portugueses querem cada vez mais são refeições prontas para levar para casa. É um caminho que vamos continuar a fazer. Seremos uma cadeia de restauração e de supermercados dentro dos próximos cinco anos”, explicou Pedro Soares dos Santos, referindo que o takeaway já representa 150 milhões de euros em receitas para a atividade no mercado português.

Ainda não há data de abertura deste conceito de restaurante stand alone do Pingo Doce, mas a capacidade está criada, já que recentemente a empresa abriu a sua segunda cozinha central para preparação de refeições em Aveiro com uma capacidade de 10 mil toneladas por ano. Esta cozinha permitirá também reforçar a aposta na restauração dentro das lojas Pingo Doce já existentes.

Empresa com novos mercados na mira
Entre os planos da empresa está ainda a chegada a novas geografias. Com um plano estratégico que prevê a abertura de 100 novas lojas Biedronka, 50 novas lojas Hebe e 130 novas lojas Ara em 2020, a Jerónimo Martins está também já a preparar a entrada em novos mercados nos próximos anos.

Assim, a Hebe deverá chegar à República Checa e à Eslováquia ainda este ano. Já a Biedronka, deverá entrar na Roménia, um mercado que, segundo o CEO, está na mira, apesar de ainda não existir data para a concretização do plano.

“O grupo Jerónimo Martins tem feito um reforço muito forte do seu balanço porque está a chegar o momento de a Biedronka crescer além-fronteiras. O mercado que faz sentido é a Roménia. Se vai ser este ano ou para o ano, não sei dizer, mas que está no nosso horizonte, está”, disse o CEO da Jerónimo Martins.