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Jerónimo Martins lidera no FMGC das marcas portuguesas mais valiosas

Jerónimo Martins

A Jerónimo Martins (JM) é a primeira companhia/marca portuguesa do universo de Fast Moving Consumer Goods (FMCG) a aparecer no topo do ranking das “Marcas Portuguesas Mais Valiosas 2020”, realizado pela consultora OnStrategy.

Ranking Marcas Portuguesas Mais ValiosasNum ranking liderado pela EDP, cm um valor de 2.571 milhões de euros, o segundo lugar pertence à Galp Energia, com 1.274 milhões de euros, seguindo-se a JM, com o terceiro lugar a valer 915 milhões de euros. O grupo liderado por Pedro Soares dos Santos aparece, contudo, com outra marca logo no 4.º lugar, com o valor atribuído ao Pingo Doce a rondar os 803 milhões de euros.

De resto, do universo FMCG, o Continente surge em 10.º lugar (406 milhões de euros), com a casa mãe (Sonae) a aparecer na 13.ª posição, com um valor de 315 milhões de euros. Entre as marcas que estão representadas estão ainda a Super Bock (14.º lugar = 271 milhões de euros), Delta (18.º lugar = 189 milhões de euros), Worten (19.º lugar = 165 milhões de euros), Sagres (24.º lugar = 135 milhões de euros), Lactogal (27.º lugar = 127 milhões de euros), Recheio (29.º lugar = 100 milhões de euros).

Outras marcas FMCG a constarem do ranking são: Compal, Gallo, Luso, Sumol, Agros, Renova, Makro, Nobre e Vitalis.

O ranking é resultado de uma análise em conformidade com a certificação das normas ISO 20671 (avaliação de estratégia e força) e ISO 10668 (avaliação financeira), que analisa diversos atributos associados às dimensões de relação emocional, reputação, experiência, modo de atuação no mercado, colaboradores e saúde e resultados financeiros.

João Baluarte, Partner da OnStrategy e responsável pela área de estudos financeiros refere, “ao longo deste período [a OnStrategy faz esta avaliação desde 2009], foi possível verificar a evolução das marcas em contextos de crise e de alguma recuperação”, salientando o facto de ser possível assistir “à derrocada de algumas marcas, bem como à valorização financeira de outras”.

De forma geral, o responsável da OnStrategy admite que as principais marcas portuguesas “têm sido razoavelmente resilientes, mantendo ou aumentando os índices de força de marca, sendo maioritariamente afetadas por condições externas, nomeadamente pelo risco das economias em que atuam, por exemplo, como assistimos durante o período entre 2010 e 2014”.