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Retalho

Grupo DIA aposta em várias frentes para a operação portuguesa do Minipreço

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São várias as frentes que o grupo DIA Portugal pretende melhorar, ou melhor, continuar a melhorar e desenvolver na sua operação em Portugal. Isso mesmo foi explicado num encontro que juntou cerca de 800 fornecedores e franqueados e, nada mais nada menos, que Stephen DuCharme, presidente executivo do grupo internacional, Miguel Guinea, presidente executivo da DIA Portugal, e Helena Guedes, diretora comercial, e Miguel Silva, diretor de operações da DIA Portugal.

No encontro, também ele único, com a imprensa, o responsável máximo pela operação do grupo, agora no universo LetterOne, começou por explicar o plano de trabalho até 2023, destacando as primeiras mudanças em curso em três pilares fundamentais: comercial, franquia e operações.

Partindo da base de que, cada país tem a sua estrutura, até porque, segundo DuCharme, “cada país tem clientes diferentes, embora existam parecenças nalgumas operações de retalho, é importante que cada geografia possua a sua independência e gestão”.

Fazer crescer os franqueados
Na área da franquia, o novo modelo já tem a sua implementação finalizada, apostando-se, agora, na captação de novos franqueados, com o objetivo de “manter a liderança de mercado com a insígnia Minipreço”.

Reconhecendo que vivemos tempos incertos, devido à pandemia de covid-19, DuCharme destacou o trabalho efetuado nos quatro países onde o grupo está presente – Espanha, Portugal, Argentina e Brasil – fazendo referência à estrutura local que cada país possui, “realidade que fortalece o negócio em cada país”.

MinipreçoNa área comercial, o destaque vai para o novo conceito de loja que prevê renovações, relocalizações e novas aberturas até 2023.

Neste ponto, Miguel Guine reforçou a aposta no “equilíbrio entre Marca Própria (MP) e Marca de Fabricante (MdF)”, salientando que “a oferta tem de ser atrativa e o cliente não quer só preço baixo e MP. O cliente, hoje, quer qualidade e serviço”.

Antes, contudo, o responsável pela operação em Portugal explicou o bom desempenho do Minipreço. “Os números da operação portuguesa revelam que estamos no bom caminho”, salientou Guine”, admitindo, no entanto, que “ainda temos muito trabalho pela frente”. Para Guine, os bons resultados alcançados neste primeiro semestre de 2020, apesar da crise pandémica, tiveram por base “a melhoria da oferta de frescos, a revisão do sortido e o novo modelo operacional”.

Contudo, tanto Guine como DuCharme e a restante equipa do Minipreço sabem que “a pandemia de covid-19 obrigou a DIA Portugal a reinventar-se em todos os sentidos”.

Aliar o digital à proximidade
Um desses sentidos foi a aposta no digital. Partindo do pressuposto de que o Minipreço “é o ‘rei’ da proximidade”, esta capilaridade foi essencial para a encarar a transformação digital que se iniciou em junho de 2020 com a parceria com a Glovo e, posteriormente, com plataforma própria.

Admitindo que o e-commerce é “bem trabalhado pela nossa concorrência”, Guine e a restante equipa sabem que o digital é “estratégico”. Com a operação online a estar centrada no centro de Lisboa, a ambição é espalhar a oferta a toda a Grande Lisboa, previsivelmente a partir de 15 de setembro, bem como à cidade do Porto, embora aqui ainda não exista data concreta.

minipreco_diaApesar de reconhecer que “não existe grande coisa a inventar neste momento no e-commerce”, é na fidelização que o Minipreço quer apostar”.

“A parte experiencial é crítica. Temos de ter a capacidade de oferecer um bom serviço, já que a possibilidade de perder um cliente é grande, mas também sabemos que a possibilidade de fidelizar um cliente é enorme desde que a operação seja bem trabalhada”, referiu o presidente executivo da operação portuguesa.

Neste campo, DuCharme focou, também, a importância da parte logística e da ligação entre proximidade e “last mile”. Ou seja, segundo “a loja de proximidade é fundamental para gerir o last mile”.

Ainda no eixo comercial, Helene Guedes, diretora comercial da DIA Portugal, focou precisa e novamente o sortido (estudando, comparando e unificando o sortido em loja, reduzindo a complexidade e melhorando a cadeia de abastecimento), a dinâmica promocional, a revitalização do Clube Minipreço (modernizando a app), o projeto dos frescos (com foco na qualidade e disponibilidade dos produtos), o e-commerce (intensificando o alcance e relação one-to-one), a transformação para um packaging mais moderno e atrativo da marca própria, e, por último, a cooperação com as marcas de fabricante como eixos essenciais e fundamentais.

De referir que a DIA Portugal terminou o 1.º semestre com vendas líquidas a crescer 6,4% face a igual período de 2019, totalizando 309,2 milhões de euros contra os 290,7 milhões de há um ano.

Já as vendas brutas sob insígnia passaram de 407,6 milhões de euros (1.º semestre de 2019) para 430,6 milhões de euros no final deste primeiro semestre de 2020, correspondendo a uma subida de 5,7%.

A operação nacional do DIA terminou este período com um total de 568 lojas, sendo que 317 são lojas próprias, enquanto 251 pontos de venda são franquias.