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Europa já tem associação para o imobiliário comercial

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O European Council of Shopping Places (ECSP), de que faz parte a Associação Portuguesa de Centros Comerciais (APCC), acaba de ser criada, em Bruxelas, para ser a voz para e do setor do imobiliário comercial europeu.

A nova associação será, assim, a voz de uma indústria que projeta, cria, financia, desenvolve, constrói e gere espaços vocacionados para o retalho em toda a Europa, empregando mais de 6,3 milhões de pessoas, gerando receitas anuais de 750 mil milhões de euros e representando quase 160 milhões de metros quadrados de área útil.

O European Council of Shopping Places foi criado na sequência da decisão tomada pelo International Council of Shopping Centers (ICSC), no final de 2019, de cessar as suas atividades europeias. Os membros do ECSP serão empresas e associações nacionais e a associação será uma plataforma de acesso e um centro de informações para apoiar os interesses dos seus membros e das comunidades que servem.

O ECSP foi constituído como associação internacional sem fins lucrativos, de acordo com a legislação belga e promoverá os objetivos e prioridades dos seus membros, além de estar focado numa série de atividades que incluirão a defesa do setor, eventos, research e atividades de promoção e reconhecimento institucional do setor. A nova associação promoverá, também, comités e grupos de trabalho focados em importantes áreas como sustentabilidade, research, políticas públicas, segurança, gestão de propriedades e tendências futuras.

A atual crise da covid-19 atingiu o setor de forma particularmente dura, com o encerramento de centenas de milhares de lojas, bares, restaurantes e espaços de comércio em toda a Europa, uma questão reconhecida por Peter R. Wilhelm, presidente do Conselho da ECSP e CEO do Wilhelm & Co Group.

Ao anunciar a nova associação, o responsável salientou que, “neste momento crucial, o setor do imobiliário comercial da Europa precisa de uma voz única e unificadora, que represente uma indústria para no processo de transformação que se assiste e que está cada vez mais a converter espaços de retalho puros em espaços de utilização mista que respondem aos mais altos padrões de sustentabilidade e acrescentam muitas outras atividades, tornando-se verdadeiros centros comunitários. Estes espaços fazem parte integrante do tecido urbano em toda a Europa e o público, os nossos clientes, confiam em nós para fazer compras, comer, socializar e divertir-se. Enquanto olhamos para o futuro e para o caminho para a recuperação económica, queremos promover os valores e as aspirações de um setor dinâmico que tanto contribui para a sociedade europeia e que muitas vezes se revelou uma importante tábua de salvação para muitas comunidades durante esta crise”.

Já o secretário-geral da associação. Joost Koomen, acrescentou que “a prioridade para os nossos membros tem sido proteger as suas equipas e trabalhar com os lojistas nestes tempos muito difíceis. No entanto, com a persistência da pandemia, a necessidade de abordarmos os desafios mais urgentes e iminentes, atualmente enfrentados pelo nosso setor, tornou-se cada vez mais aguda”.

No seu lançamento, o ECSP tem 15 membros, incluindo, como membros fundadores, empresas europeias de promoção imobiliária de retalho e investidores como a ECE, SES Spar European Shopping Centers, Sonae Sierra, Unibail-Rodamco-Westfield, Wilhelm & Co, bem como o CNCC Italia, o Austrian Council of Shopping Places (ACSP), o Belgian and Luxembourg Council of Retail and Shopping Centers (BLSC), o French Council of Shopping Centres (CNCC), o German Council of Shopping Places e a Associação Portuguesa de Centros Comerciais (APCC).

Com o anúncio da sua criação, o ECSP escreveu à Comissão Europeia pedindo-lhe que considerasse três ações para ajudar o setor imobiliário de retalho durante a pandemia, incluindo: considerar o setor do imobiliário comercial em quaisquer medidas financeiras ou outras medidas de apoio; a criação de um fundo específico de ajuda ao retalho da União Europeia para apoiar financeiramente todo o setor retalhista como parte do plano de ação de recuperação da União; e avaliar quantos estados membros estão a alterar as leis para adiar ou cancelar pagamentos de rendas no setor.