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Economia

Efeitos da pandemia na economia nacional deixa maioria dos portugueses pessimistas

pessimismo

7 em cada 10 portugueses estão pessimistas em relação aos efeitos da pandemia na economia nacional, com este estado de espírito a ser transversal a todas as idades e situações laborais, revela o estudo “Christmas 2020 Unboxing: Estudo comportamental do impacto COVID na população portuguesa”, desenvolvido pela UPPartner, em parceria com a Amint e a Multidados.

Outra das conclusões deste estudo aponta para o facto de, como não há uma perspetiva de uma retoma ou um regresso à normalista a curto prazo, os portugueses estão já a fazer contas e a decidir onde podem reduzir as suas despesas.

Neste sentido, foi perguntado aos inquiridos do estudo o que estariam dispostos a fazer para reduzir as despesas devido à pandemia e em 1.º lugar surge anular a inscrição do ginásio com 24,5%, em 2.º abdicar dos canais pagos de TV com 17%.

No que diz respeito às idades os mais jovens (dos 20 aos 39 anos) optam sacrificar em primeiro lugar o ginásio, de seguida os canais pagos de TV e, por fim, diminuir as compras online.

Já as pessoas com idades intermédias optam por procurar eletricidade mais barata, entidades bancárias sem comissões e, por último abdicar, de seguros não obrigatórios.

As pessoas com mais de 65 anos destacam dois cortes: eletricidade, procurando opções mais económicas e a negociação com operadores de telemóvel de forma a reduzir este encargo.

No que diz respeito à situação laboral, os trabalhadores por conta de outrem sacrificam em primeiro lugar o ginásio (36%) e em segundo lugar os canais pagos de TV (29%). Já os trabalhadores por conta própria, além dos canais pagos de TV (26%), procuram um contrato de eletricidade mais barato (36%), um contrato de telemóvel mais em conta (30,5%) e estão dispostos a abdicar dos seguros não obrigatórios (21%).

Os inativos também referem em primeiro lugar o ginásio (43%), os canais de TV pagos (38,5%) e renegociar o contrato de telemóvel (32%).

Por último, os reformados optam primeiro pela negociação do contrato de telemóvel (40%), a negociação do contrato de eletricidade em segundo (39,5%) e em terceiro lugar entidades bancárias que não cobrem comissões (20%).

Quando a questão é sobre como a pandemia os fez repensar as suas despesas, 28% dos inquiridos diz que vai gastar mais em compras online e 30% afirma que vai comprar mais produtos alimentares – comida e bebidas (30%). Por outro lado, 29% assume que não vai gastar nada em cinema, teatro ou concertos e 23,5% refere que não irá gastar nada em férias. 22% vai reduzir entre 70 a 90% os gastos em restaurantes e 23% vai gastar menos 70 a 90% em moda (roupa, acessórios e calçado).

No que diz respeito às consequências da covid-19 as mais referidas são “ter de deixar de fazer coisas que me fazem feliz para poupar” (49%) e “ter menos rendimento” (48%). Em termos de idades, 58% dos inquiridos mais novos – 20 a 39 anos – preocupa-se mais com a possibilidade de ter de deixar de fazer coisas que gosta, enquanto 72% dos inquiridos da faixa etária dos 50 aos 55 anos está mais preocupado com a perda de rendimento. Em termos de situação laboral, 74% dos trabalhadores por conta própria pensa que a covid-19 pode traduzir-se numa redução de rendimento muito significativa e 28% antecipa que poderá mesmo levar ao encerramento do negócio/empresa.