E-commerce

E-commerce cai na Alemanha

E-commerce no comércio alimentar e retalho sobe 44% face a período pré-pandemia

A associação nacional alemã de e-commerce (Bundesverband E-Commerce und Versandhandel Deutschland – bevh) revelou que, em março de 2020, as receitas provenientes do e-commerce no país caíram 20% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Somente as categorias de produtos que já registavam uma forte procura no retalho tiveram um aumento significativo: produtos alimentares, drogarias, farmácia, bricolage e materiais de construção. Isto significa que quase todo o crescimento alcançado pelo comércio eletrónico em janeiro e fevereiro foi eliminado.

Os números do bevh revelam, de resto, que o comércio eletrónico quase estagnou entre janeiro e março, com um ligeiro aumento de 1,5% em relação ao primeiro trimestre de 2019, o que significa que o crescimento no primeiro trimestre deste ano ficou significativamente abaixo do forte valor do ano anterior (+11,2%).

Entre janeiro e março de 2020, o e-commerce alemão vendeu quase 16,5 mil milhões de euros. No primeiro trimestre de 2020, o volume de negócios na categoria de produtos alimentares cresceu 28,1% em relação ao ano anterior e gerou vendas online no valor de 361 milhões de euros. Somente no mês de março, o aumento foi de 55,8%, refere os dados do bevh. Os medicamentos atingiram, no primeiro trimestre de 2020, um valor de 227 milhões de euros, com o mês de março a crescer 88,2% face a período homólogo de 2019.

Em janeiro e fevereiro, as receitas de comércio eletrónico ainda cresceram 8,8%, para 12.856 milhões de euros, face aos primeiros dois meses de 2019. Após anos de crescimento, várias categorias de produtos continuaram a mostrar crescimentos perto do duplo dígito: fashion (+9,5%), eletrónica de consumo (+8,9%) e computadores/acessórios (+9,6%).

Em março, as vendas em todas as categorias caíram 18,1%. O segmento de fashion caiu mais de 35%, a eletrónica de consumo apresentou um valor negativo de 20,9%, e os computadores e acessórios registaram um declínio de 22,7%, apesar dos gastos dos consumidores com soluções de home office.