Bebidas

Coronavírus poderá custar quase 400 milhões de euros à Diageo

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O gigante britânica da distribuição de bebidas Diageo, que possui no portfólio marcas como Guinness, Johnny Walker, J&B, Smirnoff ou Gordon’s, estima que a epidemia do coronavírus na China e, entretanto, “espalhada” por outros países, reduzirá as vendas orgânicas líquidas da empresa entre 225 e 325 milhões de libras (ou seja, entre 269 e 388 milhões de euros) no seu ano fiscal de 2020, que será concluído em junho próximo.

Da mesma forma, a multinacional britânica prevê um impacto negativo entre 140 e 200 milhões de libras esterlinas (entre 167 e 239 milhões de euros) no seu resultado operacional orgânico.

“O momento e o ritmo da recuperação serão aqueles que determinarão o impacto dentro desses intervalos estimados”, revela a empresa à imprensa britânica, que alertou que a situação do Covid-19 “é dinâmica e continua a evoluir”, sublinhando que os intervalos das estimativas “excluem qualquer impacto do Covid-19 em outros mercados”, ou seja, têm por base somente o reflexo da situação vivida na China e na Ásia.

A Diageo salientou que as suas projeções levaram em conta a situação na China continental, onde bares e restaurantes estão fechados há muito tempo e os banquetes são substancialmente reduzidos.

“Observamos uma interrupção significativa desde o final de janeiro que esperamos durar pelo menos até março. A partir daí, esperamos uma melhoria gradual, com o consumo a voltar aos níveis normais no final do ano fiscal de 2020”, afirmou a empresa aos meios internacionais.

Quanto à região Ásia-Pacífico, a Diageo alertou que a disseminação do vírus para outros países, como Coreia do Sul, Japão e Tailândia, causou o atraso de eventos e a queda de conferências e banquetes, além de um declínio no turismo, que pesou no consumo, embora esteja confiante de que haverá uma “melhoria gradual” no quarto trimestre do seu ano fiscal, entre os meses de abril e junho.

Da mesma forma, a multinacional destacou o impacto negativo da epidemia no tráfego internacional de passageiros na região da Ásia-Pacífico, antecipando que a recuperação será gradual. Por isso, o desempenho será “mais fraco” no restante do seu ano fiscal de 2020.