Retalho

Consumo em Portugal na dianteira da Europa Ocidental

Consumo em Portugal na dianteira da Europa Ocidental

O consumo em Portugal está a passar por um bom momento, com uma taxa de crescimento significativa em todos os trimestres ao longo do último ano. Apesar de o crescimento entre os Bens de Grande Consumo (BGC) apresentar no terceiro trimestre o menor crescimento para 2019, o dinamismo verificado neste período – 4,2% – soma-se a um incremento de 4% já registado no período homólogo, refere a mais recente análise da Nielsen que admite que “este crescimento acumulado aponta para uma performance positiva do mercado”.

O crescimento em volume de 3,4% verificado neste terceiro trimestre é o principal motor deste desempenho, indicador positivo que se associa um nível de confiança elevado entre os consumidores portugueses, boas perspetivas financeiras e mais dinheiro para gastar.

Num contexto de decréscimo de volumes na média europeia, Portugal destaca-se com o mais elevado crescimento em quantidade de toda a Europa, demonstrando que os portugueses estão, de facto, a comprar mais, ao contrário daquilo que acontece na maioria dos países mais próximos como a Alemanha (-1,9%), a França (-1,3%), a Bélgica (-0,9%) e o Reino Unido (-0,2%), cujos decréscimos em volume são reflexo de um consumo menos positivo.

Portugal na dianteira do crescimento em valor
Quando comparada a realidade em Portugal com a média dos 15 países que constituem a Europa Ocidental, verifica-se que o consumo de BGC no mercado nacional surge destacado, com o mais elevado crescimento em valor – 4,2% – face a uma média de 1,1% nesta região.

Já num panorama alargado, o consumo em Portugal sobrepõe-se também à média de 3,1% entre os 32 países europeus analisados pela Nielsen.

No que diz respeito à performance por categorias, é na alimentação que se apresenta o maior crescimento do trimestre, com um incremento de 6% em Congelados e Mercearia.

As expectativas para o resto do ano
“O momento é positivo para o consumo no mercado nacional. Neste terceiro trimestre do ano o crescimento, quer em volume, quer em valor, supera o período homólogo, que já era muito dinâmico, e mantém-se ainda numa tendência de crescimento acima da realidade europeia. Com consumidores portugueses mais propensos para o consumo e mais confiantes no futuro, a introdução da inovação e de uma oferta diferenciada é seguramente uma oportunidade de sucesso para marcas e retalhistas”, aponta Ana Paula Barbosa, Retailer Vertical Director da Nielsen Portugal.