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Produção

Conservas maturadas Mestre Saúl em exclusivo no El Corte Inglés

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O presidente das Conservas Santa Catarina, Rogério Veiros, apresentou a primeira conserva portuguesa de atum maturado, produzida pela conserveira açoriana, numa iniciativa conjunta com o El Corte Inglês e a Associação Nacional dos Industriais de Conservas de Peixe (ANICP).

A nova marca, que é uma homenagem à memória do Mestre Saúl Casimiro pelo seu saber na arte das conservas e pelo contributo que deu, ao longo do tempo, à Santa Catarina, vai estar à venda, em exclusivo, em lata e em frasco, nos supermercados do El Corte Inglés de Lisboa e Gaia Porto e ainda nos Supercor.

Trata-se da primeira marca portuguesa a entrar no segmento das conservas maturadas – uma nova tendência da produção conserveira – lançada no âmbito da campanha “Vamos conservar o que é nosso”, pela empresa que comemora um quarto de século de existência em 2020.

Na apresentação da nova marca e produto, Rogério Veiros confidenciou o “conflito de interesses” dentro da própria empresa, com a administração a “querer produtividade”, enquanto Mestre Saúl reivindicava “qualidade”. No final, venceu a qualidade, no que o responsável das Conserveiras Santa Catarina admite confirmar que “a pressão comercial não tem espaço neste tipo de produtos”.

Deixado que foi o desafio ao El Corte Inglês para se tornar “embaixador” do Mestre Saúl em Espanha, por parte de Rogério Veiros, o director-geral do El Corte Inglés Portugal, Enrique Hidalgo, não deixou essa certeza, salientando, no entanto, que “somos uma empresa portuguesa, para os portugueses e que gosta de productos portugueses de qualidade”.

Gui Menezes, Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia dos Açores, destacou o papel das Conservas Santa Catarina para a economia regional e nacional, a par de todas as empresas que desenvolvem a sua atividade neste setor. “A indústria conserveira nos Açores é muito importante, gerando cerca de 60 milhões de euros anuais e mais de 700 postos de trabalho”, referiu o responsável

Destacado foi, igualmente, o papel da mão-de-obra feminina na e para a indústria, salientando que “são as mãos laboriosas das mulheres dos Açores que são responsáveis pela qualidade das conservas dos Açores”, considerou.

Por fim, o ministro Mar, Ricardo Serrão Santos, destacou as características da pesca dos Açores que a tornam “uma pesca ambientalmente sustentável, uma prática que a diferencia de outras pescarias”. O governante enfatizou, de resto, a importância das conservas portuguesas para a imagem dos produtos portugueses de qualidade no país e a nível internacional, mas também a “diversificação dos peixes utilizados”, dando como exemplo a cavala e o carapau. A aposta cada vez maior na sustentabilidade e numa conduta amiga do ambiente é cada vez mais importante e relevante para o próprio consumidor”, concluiu Ricardo Serrão Santos.