Retalho

Comércio de proximidade cresce a dois dígitos em tempo de COVID-19

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O comércio de proximidade alcançou um resultado muito positivo nos últimos meses, apresentando um crescimento de cerca de 20% face ao período homólogo do ano anterior [Fonte: Nielsen|MKT Portugal 2.0 – SEMANA 21 (18 a 24 de Maio)], revela a Euromadi Portugal.

De acordo com a central de negociação e serviços integrada no grupo Euromadi, o comércio de proximidade ganhou protagonismo na procura do consumo em casa e as suas vantagens competitivas – proximidade, dimensão, comodidade, rapidez, foram alavancadas neste contexto de pandemia.

Com a crise atual a levar a uma inevitável mudança nos hábitos e tendências de consumo, o setor do retalho alimentar viu-se confrontado com o surgimento de novas necessidades do consumidor, e demonstrou a sua resiliência e forte capacidade de adaptação, reorganizando-se e reforçando o seu compromisso para com a comunidade. Com mais consumidores a fazer compras em locais mais próximos do seu local de residência, o comércio de proximidade adotou, desde a primeira hora, uma série de estratégias facilitadoras para garantir a procura, como as entregas ao domicílio, encomendas por telefone, online, páginas nas redes sociais, entre outras.

Cristina Mesquita é a nova Diretora Geral da Euromadi em PortugalPara Cristina Mesquita, diretora-geral da Euromadi Portugal, “como qualquer crise, a da COVID-19 também trouxe oportunidades e conferiu, seguramente, um renovado sentido ao conceito de comércio de proximidade. A confiança, a comodidade e o serviço personalizado que o comércio de proximidade ofereceu aos seus clientes ao longo destes últimos meses permitiu um crescimento sustentado ao nível das vendas e um reforço da relação do consumidor com este canal.

Paralelamente, os associados da Euromadi Portugal, conseguiram assegurar o abastecimento do comércio de proximidade sem grandes ruturas de stock, o que se traduziu numa grande vantagem, evidenciada logo na primeira fase desta crise.

“Durante a pandemia os nossos associados tiveram uma vantagem competitiva forte porque, na sua grande maioria, conseguiram gerir os seus stocks e assegurar produto ao comércio de proximidade”, afirma a responsável pela operação em Portugal.

“Ao assegurar as cadeias de abastecimento de forma exemplar, conseguiram com isso satisfazer a procura crescente por parte dos consumidores”, reforça Cristina Mesquita.

Em entrevista à DISTRIBUIÇÃO HOJE, Cristina Mesquita destacou ainda a relação entre o comércio de proximidade e a produção local, nomeadamente em algumas categorias, como os produtos frescos, para o abastecimento das lojas. De resto, segundo a mesma, “esta prática teve muita importância neste período, uma vez que, permitiu não só evitar ruturas de stock, nas lojas, em tempos de açambarcamento, como também permitiu apoiar a economia local. Os pequenos produtores também tiveram uma fase difícil, devido ao encerramento de restaurantes, hotéis e mercados locais que abasteciam anteriormente. Neste sentido, o apoio a estes produtores por parte do comércio de proximidade constitui uma mais valia e uma vantagem a vários níveis, resultando numa relação de win-win”.

Quanto a uma possível 2.ª vaga da COVID-19, e tratando-se de uma situação sem precedentes, Cristina Mesquita acredita que o comércio de proximidade “está agora mais preparado do que nunca para enfrentar uma nova vaga, tendo já demonstrado a sua capacidade de resiliência e adaptação”.