Agroalimentar

Comércio agroalimentar na UE atinge os 254 mil milhões de euros

Comércio agroalimentar na UE atinge os 254 mil milhões de euros

O comércio agroalimentar na União Europeia (UE) atingiu um valor de 254 mil milhões de euros: 138 mil milhões em exportações e 116 mil milhões de euros de importações, revela a mais recente análise da comissão dirigida até recentemente por Phil Hogan que, entretanto, transitou para a pasta do comércio. Isto confirma, por mais um ano, a posição da UE como o maior exportador global, tornando-se, ao mesmo tempo, no segundo maior importador de produtos agroalimentares.

Após forte crescimento em 2017 e início de 2018, a atividade económica global desacelerou notavelmente no segundo semestre do ano passado, indicando um abrandamento no momento económico que afetou muitos países.

O crescimento do PIB mundial foi calculado em 2,9% e pode desacelerar ainda mais para 2,6% em 2019/2020. O crescimento do volume do comércio mundial de mercadorias estimado em 3% foi reduzido devido à escalada das disputas comerciais, cada vez mais afetando a confiança dos negócios e piorando o sentimento do mercado financeiro.

O desempenho do comércio agrícola foi um reflexo desse contexto económico global. Muitos atores-chave no comércio agroalimentar relataram exportações e importações estagnadas ou menores. As exportações globais dos cinco principais exportadores (UE, EUA, Brasil, China, Canadá) apresentaram uma ligeira queda de 1% em relação a 2017. As importações agroalimentares dos cinco principais importadores (EUA, UE, China, Japão, Canadá) aumentaram ligeiramente 0,7%.

Embora o valor combinado das exportações de alimentos agroalimentares dos cinco principais players mundiais tenha diminuído ligeiramente em 1%, o ranking dos principais exportadores mundiais de alimentos agroalimentares permaneceu inalterado em 2018. A UE28 manteve sua posição de liderança, embora as exportações tenham diminuído marginalmente (-0,2%) e atingido 137,5 mil milhões de euros em 2018. Ao mesmo tempo, os EUA relataram uma queda no valor de exportação agrícola (-3%) para 128,1 mil milhões de euros. O terceiro maior exportador, Brasil, conseguiu manter as exportações num nível semelhante ao de 2017 (72 mil milhões de euros). Da mesma forma, China e Canadá mantiveram as exportações no mesmo nível de 2017, ou seja, 48 e 40 mil milhões de euros, respetivamente.

Já do lado das importações, a análise da UE mostra que as compras agroalimentares da UE28 em 2018 diminuíram ligeiramente para 116,8 mil milhões de euros (-1%) e, portanto, a UE foi superada pelos EUA que, com um aumento de 2,1% das importações, tornou-se o maior importador mundial de produtos agrícolas (117,7 mil milhões de euros). A China ocupa a terceira posição com uma fatura de importação no valor de 105,2 mi lmilhões de euros (+ 2,1%). O Japão e o Canadá estão muito atrás dos três grandes atores das importações globais de alimentos agroalimentares. O crescimento das importações no Japão diminuiu para 0,5% e atingiu 50,7 mil milhões de euros, enquanto no Canadá as importações diminuíram 1,6% e atingiram 30,8 mil milhões de euros.