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Centromarca adere ao Movimento ‘Unidos Contra o Desperdício’

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A Centromarca – Associação Portuguesa de Empresas de Produto de Marca – aderiu ao Movimento ‘Unidos Contra o Desperdício’, uma iniciativa nacional que pretende consciencializar para o desperdício alimentar e encontrar forma de o minorar, com o apoio de uma rede de membros fundadores e parceiros.

“É com entusiasmo que partilhamos a adesão da Centromarca ao recém-criado Movimento ‘Unidos Contra o Desperdício’. Trata-se de um Movimento cívico e de sustentabilidade que pretende tornar habitual o aproveitamento de excedentes, alertar para perdas e desperdícios, incentivar e facilitar a doação de comida em bom estado, promover o consumo responsável e assim construir uma verdadeira Economia Circular, focada, numa primeira fase, no setor alimentar”, refere Pedro Pimentel, diretor-geral da Centromarca.

Do lado do movimento, Isabel Jonet, presidente da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome, uma das entidades fundadoras da iniciativa, dá as boas-vindas à Centromarca, referindo que a associação “reúne um conjunto de marcas representativas de vários setores que lidam diariamente com esta realidade e, por essa razão, têm também o papel de consciencializar para o tema, repensar comportamentos e mudar atitudes de forma transversal. Por outro lado, o fenómeno do desperdício alimentar está diretamente ligado ao tema da sustentabilidade e da economia circular, áreas em que a Centromarca tem experiência e conhecimento para partilhar, tornando-se um parceiro fundamental para o movimento”, explica

De acordo com dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), são desperdiçados um milhão de alimentos por ano em Portugal, 88 milhões de toneladas na Europa, e um terço no mundo. Números que fazem do desperdício alimentar uma realidade chocante, com impactos a vários níveis (ambiental, económico e social), tornando-se responsável pela emissão de gases de efeito de estufa equivalente à rede global dos transportes terrestres e contribuindo para o aquecimento global. Se este desperdício fosse aproveitado, seria suficiente para alimentar dois mil milhões de pessoas e daria para dar de comer duas vezes a todos os que passam fome no mundo.