Economia

BEI e Santander Consumer Portugal disponibilizam 587M€ às PME e ‘mid-caps’ portuguesas afetadas pela COVID-19

euro_dinheiro

O Grupo Banco Europeu de Investimento (BEI) e o Banco Santander Consumer Portugal (BSCP) estão a unir esforços no sentido de apoiar as pequenas e médias empresas (PME) e as mid-caps portuguesas afetadas pela crise da COVID-19. O banco da UE e o BSCP assinaram dois contratos no montante de 587 milhões de euros destinados a injetar liquidez e a financiar investimentos num momento crítico.

 

Os dois contratos serão executados através da participação do Grupo BEI na primeira titularização de crédito automóvel do BSCP para redução de requisitos de fundos próprios, parte dos quais será dedicada ao financiamento da compra de veículos menos poluentes pelas PME. Trata-se de uma das primeiras titularizações simples, transparentes e padronizadas (STS) a serem colocadas no mercado português desde a entrada em vigor, no ano transato, do novo regulamento da UE sobre a matéria.

 

Em termos concretos, o BEI comprará ao BSCP diversas tranches de titularização pelo montante de 489,4 milhões de euros. Além disso, o Fundo Europeu de Investimento (FEI), a filial do Grupo BEI especializada no financiamento das PME, concederá ao BSCP uma garantia de 97,6 milhões de euros sobre a parcela retida de diversas tranches. Uma parte deste financiamento do banco da UE é concedida ao abrigo do Plano de Investimento para a Europa, cujo apoio permite ao Grupo BEI alargar a sua capacidade de concessão de empréstimos a projetos de investimento que, pela sua estrutura ou natureza, apresentam um perfil de risco mais elevado.

 

Face ao impacto da COVID-19 em Portugal, o acesso das pequenas e médias empresas ao financiamento é fundamental para preservar as indústrias e o emprego num país em que as PME asseguram cerca de 77% do total de postos de trabalho. Os dois contratos assinados pelo Grupo BEI e pelo BSCP permitirão apoiar empresas numa multiplicidade de setores da economia portuguesa.

 

Ambas as operações fazem parte das iniciativas lançadas pelo Grupo BEI em março para responder rapidamente à crise originada pela pandemia do coronavírus. O Grupo BEI tomou igualmente medidas extraordinárias para acelerar os seus procedimentos e flexibilizar as suas políticas internas, nomeadamente para concretizar o seu apoio com a maior celeridade possível e financiar despesas que, em condições normais, não cobriria, como sejam os custos de exploração das empresas europeias. Com efeito, as empresas portuguesas que beneficiem deste fundo do Grupo BEI poderão financiar não apenas investimentos, mas também despesas com o fundo de maneio.

 

Valdis Dombrovskis, vice-presidente executivo da Comissão Europeia responsável pela pasta “Uma Economia ao Serviço das Pessoas”, salienta que, “com mais de três quartos dos postos de trabalho em Portugal proporcionados pelas pequenas e médias empresas, é imperativo que façamos tudo o que estiver ao nosso alcance para proteger essas empresas nesta conjuntura difícil”.

 

Emma Navarro, vice-presidente do BEI, responsável pelas operações do Banco em Portugal, afirmou, por sua vez que “a rápida mobilização de financiamento para as PME e as empresas de média capitalização na sequência dos efeitos profundos da crise da COVID-19 constitui uma prioridade para o BEI”.

 

Do lado do Banco Santander Consumer Portugal, Nuno Zigue, CEO da entidade bancária, destaca que “o desempenho de Portugal nos domínios da economia e do emprego dependerá inegavelmente da forma como as PME e as empresas de média capitalização recuperarem do impacto exercido pela crise pandémica. Nas circunstâncias extremas atuais, o acesso a facilidades de financiamento constitui um recurso essencial para as empresas”.