Produção

ANICP quer “conservar o que é nosso”

ANICP quer “conservar o que é nosso”

A Associação Nacional dos Industriais de Conservas de Peixe (ANICP) lançou, recentemente, uma campanha de promoção do património gastronómico presente nas conservas portuguesas.

A campanha segue o lema ‘Vamos conservar o que é nosso’ e tem como propósito sensibilizar o público para os produtos da pesca e da aquicultura sustentáveis, apresentando as conservas enquanto exemplo distintivo de tradição e excelência da indústria e superioridade do peixe.

A ANICP identificou o momento presente como uma oportunidade para reforçar a promoção das conservas portuguesas de peixe fabricadas em Portugal, tendo em conta a atual valorização dos alimentos em conserva e a forte atividade do setor, o qual exporta anualmente cerca de 70% da produção ao qual correspondem 43 mil toneladas e um valor 226 milhões. Entre as espécies mais exportadas estão em primeiro lugar o atum, seguido da cavala e da sardinha.

A fileira produz atualmente 62 mil toneladas, 30% das quais para o mercado nacional, e é responsável por 3500 postos de trabalho diretos, 90% dos quais ocupados por mulheres.

José Maria Freitas, presidente da ANICP, afirma que “é necessário diferenciar e valorizar as conservas portuguesas face à concorrência – produtos de baixa qualidade e mais baratos -, reposicionar as conservas portuguesas através de uma estratégia de valorização sustentada pela qualidade, a origem, a tradição, a praticidade na confeção, mas também enquanto produto saudável, e, sobretudo, criar um ecossistema de valorização das conservas portuguesas, visando agregar tradição, inovação e competitividade às marcas da indústria conserveira”.

Dos objetivos da campanha constam o aumento da divulgação e notoriedade das conservas de peixe portuguesas, criando condições para que os consumidores façam uma escolha informada e fomentando a preferência dos portugueses pelo consumo de produtos de origem nacional.

‘Vamos Conservar o que é nosso’ surge como uma marca “umbrella” (“chapéu”), algo completamente inovador para a indústria, sob a qual vão decorrer um conjunto de iniciativas de caráter coletivo para dinamizar o mercado interno e valorizar a oferta nacional.

A campanha é concretizada de forma integrada nos vários de meios de comunicação, nas redes sociais, mupis, mas também na construção de relações com a imprensa especializada nacional e internacional para potenciar a exposição e mediatização e aumentar a notoriedade dos conserveiros portugueses a nível global.

José Maria Freitas acrescenta ainda que “a realização de uma campanha abrangente e coletiva traz benefícios para toda a indústria, permitindo a presença conjunta das marcas em ações e iniciativas estratégicas e promovendo uma melhor rentabilização dos recursos financeiros, mas também, que as conserveiras beneficiem, individualmente, da exposição e mediatização decorrente das ações que foram pensadas para promover e aumentar a notoriedade do setor conserveiro português”.

A ANICP pretende que a campanha ‘Vamos Conservar o que é nosso’, que agora arranca e que se prolonga até setembro, sirva de argumento para o crescimento e competitividade do tecido económico constituído pelas indústrias de conservas de peixe portuguesas e permita aumentar a produção nacional.

‘Vamos conservar o que é nosso’ procura, através das suas diferentes iniciativas, evidenciar as características diferenciadoras das conservas portuguesas como uma mais-valia competitiva e como um fator de afirmação da identidade e excelência de Portugal.

Os números da indústria de conservas de peixe

• Empregos diretos – 3500 das quais cerca de 90% são do sexo feminino
• 15 Fábricas de Conservas
• 29 Associados
• Exportação de conservas 70% | 43 mil t | 226 milhões
• Produção para o mercado nacional | 30% | 19 mil t | 97 milhões €
• Produção nacional total | 62 mil t | 323 milhões €>
• Consumo nacional (produção para o mercado nacional + importação) | 76 mil ton | 304 milhões €
• Espécie mais exportadas: 1.ª atum, 2.ª cavala e 3.ª sardinha