Retalho

Amazon continua marca mais valiosa no mundo do retalho

Amazon

No ranking dos 75 mais valiosos retalhistas do mundo, realizado anualmente pela WPP/Kantar -” BandZ Retail 2020″ -, a Amazon aparece, novamente, como retalhista mais valioso no mundo, avaliada em mais de 415 mil milhões de dólares (acima dos 383 mil milhões de euros), correspondendo a um crescimento de 32% face aos 315 mil milhões que valia há precisamente um ano.

Em segundo lugar aparece a chinesa Alibaba, avaliada nuns “meros” 152 mil milhões de dólares (cerca de 140 mil milhões de euros). Dizemos “meros”, porque mesmo com o crescimento de 16% (16 pontos percentuais abaixo do crescimento da Alibaba), o grupo fundado por Jack Ma, fica longe da norte-americana liderada por Jeff Bezos).

No último lugar do pódio aparece a McDonald’s que, apesar da queda de 1% face ao ranking do ano passado, consegue manter-se na casa dos três dígitos nos mil milhões, ou seja, baixou dos 130 para os 129 mil milhões de dólares.

Os restantes lugares do top 10 são ocupados pela Louis Vuitton (51,7 MM$), Nike (49,9 MM$), Starbucks (47,7 MM$), Walmart (45,7 MM$), Chanel (36,1 MM$) e Hermes (33 MM$).

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De assinalar as novas entradas (5), das quais quatro provém da Ásia (1 chinesa e 3 japonesas) e uma da Oceânia (Austrália).

Certo é que o valor combinado das 75 marcas de retalho mais valiosas do BrandZ aumentou 12% de 2019 para 2020, ultrapassando os 1,5 biliões de dólares, ou seja, 1,385 biliões de euros, sendo que os players que aparecem neste ranking provêm de quatro subcategorias: retalho puro, fast food, vestuário e acessórios, e luxo. Das 75 marcas do ranking, 34 aumentaram em valor este ano, mostrando que, “quando as empresas observam, antecipam e se adaptam, podem manter um lugar importante na vida das pessoas”, salienta o estudo da WPP/Kantar. Embora o ritmo geral de crescimento tenha diminuído desde o ano passado, quando o Top 75 valor subiu 33%, o certo é que, apesar de todas as circunstâncias, o ranking ainda vale 158 mil milhões dólares a mais do que há um ano.

Quando analisado os 10 que lideram o ranking, verifica-se que estas superaram o crescimento observado em todo o setor este ano, registando um aumento médio no valor da marca de 16,4%.

Supermercados, lojas de conveniência, lojas de departamento, especialistas em comércio eletrónico e lojas de bens tecnológicos são os que o BrandZ designa de “pure retail”, ou seja, de retalhistas puros, representando a maioria do ranking de 2020, bem como o maior valor da classificação.

Na verdade, são 45 os “retalhistas puros” que aparecem no ranking, seguidos de 12 players do fast food, 10 do luxo e 8 do vestuário. Quando analisado o valor global destas quatro subcategorias, verifica-se que o retalho puro vale 63,9% do total dos 75 elementos do ranking, enquanto o fast food vale 16,9%, o luxo 11,7% e o vestuário 7,5%.

Mais significativo é ainda quando se constata que são os retalhistas puros que, efetivamente, crescem. Ou seja, enquanto o luxo cresce 3,2%, o vestuário 0,4%, o fast food decresce 1,8% o retalho puro cresce uns relevantes 20,4%.

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Os autores deste ranking referem que “estamos a viver tempos históricos, enfrentando desafios sem precedentes para as economias, negócios e vidas quotidianas”. Certo é que o setor do retalho tem sido “um dos mais intensamente desafiados”. O repentino declínio nas lojas físicas e o facto das viagens terem parado, atingindo o segmento do luxo, vestuário e restauração, os retalhistas puros viram um “boom” na procura.

Mas então, qual o papel real das marcas e o que desempenham em todo este cenário? Para a WPP/Kantar, “as marcas são criadas e promovidas por empresas, mas o lugar em que elas realmente residem é nas mentes do público. Os elos emocionais que as mais bem-sucedidas marcas formaram, geralmente ao longo de gerações, permitem fornecer não apenas ajuda prática, mas também conforto, esperança e até mesmo algum alívio cómico num tempo de crise”, salientam os autores do ranking.

Por isso, não será de estranhar que os mesmos assumam que “marcas mais fortes e adaptáveis estão melhor preparadas para sobreviver e prosperar, tanto durante como pois de uma crise”.

No fundo, em todo o período de turbulência haverá vencedores e perdedores. Ou seja, “algumas marcas vão vacilar, algumas prosperar, o que é certo, uma resposta criativa e ágil nunca foi tão crucial como agora”.