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Adiamento da reabertura dos centros comerciais pode resultar em falências e desemprego

Centro_Comercial

A Associação Portuguesa de Centros Comerciais (APCC), depois de conhecida a decisão do Governo em voltar a adiar a reabertura dos centros comerciais na região de Lisboa, vem alertar para o impacto que o prolongamento das limitações ao funcionamento dos centros da Área Metropolitana de Lisboa (AML) tem para todos os intervenientes nesta cadeia de valor, aumentando a probabilidade de se verificarem “grandes prejuízos, e mesmo falências”, para as empresas, com as consequências que daí resultam quanto ao emprego que o sector dos centros comerciais cria.

O primeiro-ministro, António Costa, referiu ontem (4 e junho), no final do Conselho de Ministros, que “a convicção que temos é que no próximo Conselho de Ministros de terça-feira estaremos em condições de levantar as restrições que subsistem a partir do próximo dia 15”.

 

“Os associados da APCC acolheram esta decisão com grande desagrado e preocupação, pois não vislumbram razões objetivas para que se mantenham estas restrições a incidir, exclusivamente, sobre os centros comerciais, num momento em que o desconfinamento se verifica na quase generalidade das áreas económicas e culturais na AML”, afirma António Sampaio de Mattos, presidente da APCC.

Para o responsável da APCC, os centros comerciais “têm mostrado, como poucos outros espaços, capacidade de garantir a segurança de visitantes, lojistas e colaboradores das lojas, cumprindo não apenas as regras estabelecidas pelo executivo e as recomendações da Direcção-Geral da Saúde, mas também as melhores práticas desta indústria a nível global”.

Como justificação, António Sampaio de Mattos dá o exemplo da reabertura dos centros comerciais no resto do país, ocorrida no dia 1 de junho, e que, segundo o mesmo, “tem demonstrado que os centros estão perfeitamente preparados para abrir ao público todas as lojas, funcionando segundo as regras determinadas pelo Governo e pela Direção-Geral da Saúde”.

Recorde-se que os centros comerciais da região de Lisboa representam 35% do total de estabelecimentos a nível nacional e asseguram 50% do emprego gerado pelo sector a nível nacional.