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Revista

A “verde” energia que move o retalho na edição de outubro da DH

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A sustentabilidade já chegou às prateleiras do retalho nacional, mas há mais além do que está à vista do consumidor. Com milhões de euros a serem investidos no ponto de venda e nas plataformas logísticas para garantir a redução da fatura energética, o setor está a apostar na utilização de energia de fontes renováveis, em matérias-primas sustentáveis, em sistemas de aquecimento e refrigeração eficientes, em serviços de entrega 100% elétricos e programas de iluminação inteligentes. Nesta edição da DISTRIBUIÇÃO HOJE, fomos saber como investe o retalho para garantir uma operação “verde”.

Se houve algo que a COVID-19 trouxe ao retalho foi uma aceleração da relação dos consumidores e as empresas através do digital. Foi preciso reinventar soluções, estar mais próximo dos consumidores e permitir uma melhor experiência do e-commerce. Houve quem tivesse criado alternativas de compras online fruto das novas necessidades e alguns estudos indicam que esta tendência veio para ficar e que a fase pós-pandemia continuará a ter adeptos das compras online.

A atual pandemia veio, também, acelerar a adoção de sistemas de pagamento digitais e de equipamentos de pagamento self-service que permitem efetuar pagamentos com notas, moedas e todo o tipo de cartões. Quem o diz é a Zarph, empresa nacional especializada em sistemas de pagamento e depósito, que, desde que a pandemia

começou, tem registado um aumento na procura pelas suas máquinas de pagamento autónomo, que ajudam a manter a distância social entre o operador da loja e o cliente.

Ainda nos pagamentos, entrevistámos Filipe Moura, co-CEO e co-Founder da ifthenpay, que admitiu que “já se percebeu que, mesmo depois da pandemia, a venda online veio para ficar”.

Entrevistada foi, igualmente, Alexandra Borges, diretora de Compras do LIDL Portugal, a propósito da nova iniciativa do retalhista. O novo projeto “Da Minha Terra” pretende desafiar os pequenos produtores nacionais e regionais para colocarem os seus produtos à venda nas lojas da cadeia.

Os “Congelados” fazem a ponte entre o “Retalho” e a “Produção”. Se o contexto do “novo normal” se converteu numa oportunidade para a categoria de congelados capitalizar as suas forças, atentos, os retalhistas procuram antever as mudanças no comportamento dos consumidores, adequando a oferta às suas novas necessidades.

Do lado da “Produção”, o consumo de produtos congelados disparou com a pandemia de COVID-19, consolidando um crescimento já anteriormente previsível. As marcas adaptam-se com dinamismo às novas preocupações

dos consumidores, que privilegiam, mais do que nunca, tendências como conveniência e alimentação saudável, através de opções básicas, pré-cozinhadas e de longa duração.

No universo das Frutas & Legumes”, olhámos para dentro e para fora. Ou seja, analisámos o mercado nacional, onde a venda de frutas e legumes tem vindo a crescer nos últimos anos e a ligação das cadeias aos produtores nacionais se reforçou.

Lá fora, a pandemia foi cruel para as frutas, legumes e flores ornamentais. Os números das exportações indicam uma perda de competitividade no que concerne ao preço médio por quilo. Para conseguir manter o ritmo e responder às mudanças no comportamento de compra dos consumidores, Portugal tem de pensar numa estratégia a longo prazo: investir nas infraestruturas de reserva das águas superficiais e diversificar os mercados, apostando, cada vez mais, na Ásia.

Para finalizar esta edição da DISTRIBUIÇÃO HOJE, fomos “à prova”. Nada como provar um vinho para decidir se vale a pena a compra. Mas, com a pandemia, todas as provas foram canceladas. Será que a pandemia eliminou, por completo, esta forma de contactar com os clientes?

No que diz respeito às análises, a Kantar revela como a COVID-19 “ataca” maquilhagem nos seus pontos fortes, enquanto a GfK mostra como decorreu o “Back-to-School” neste ano de 2020.

As opiniões pertencem a Sofia Abecasis (Boutique Research), Mara Martinho (Michael Page Retail) e Delfim dos Santos (Daymon).

Boas leituras!