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“Os bons resultados que temos sentido nos últimos anos aumentam a nossa responsabilidade”

Fernando Oliveira amoreiras shopping center
À beira de completar 33 anos, fomos saber o que prepara a administração do Amoreiras Shopping Center para o futuro. Fernando Oliveira, administrador do centro, explicou que não descansam à sombra dos bons resultados e dos números de crescimento.

Como correu 2017? Tanto ao nível de visitas como de faturação?

2017 correu bem na continuidade daquilo que vinha a ser os últimos dois anos. Quando começámos a sair da crise, tivemos aumento de tráfego superior ao aumento das vendas. Mas há dois anos começamos a inverter, continuar a ter um aumento de tráfego mas as pessoas começaram a consumir mais por visita. Em 2017 o tráfego cresceu cerca de 1,5%, e as vendas cresceram 6,5%. Esta tendência dos últimos anos nota-se que há, de facto, um retomar do consumo por parte dos portugueses.

 

E 2018?

Em termos de taxas de crescimento não começou da mesma forma como 2017. Embora as vendas continuem a crescer, o mês de janeiro foi relativamente fraco, mas as vendas estão a crescer 3% em acumulado. O tráfego está estagnado. A nossa expetativa é que ao o ano irá ser na linha do que se passou em 2017.

 

Como é que tem sido a conquista de turistas para visitarem o Amoreiras?
É um trabalho que tem vindo a ser feito há alguns anos e que demora tempo a ter os seus resultados, porque é necessário entrar nos circuitos do turismo. Foi necessário algum tempo para colocar nos circuitos de turismo o nosso miradouro. Por outro lado, somos dos centros que tem o maior número de hotéis a uma distância a pé. E estamos próximos do Chiado e da Avenida da Liberdade. E isso têm-se refletido, por exemplo nas visitas ao miradouro, em que nos dois primeiros meses deste ano mais que duplicamos as visitas. E enquanto no ano passado 60% dos visitantes eram portugueses este ano é o contrário, 60% das visitas são de estrangeiros. Portanto, mesmo o final do ano, com o mau tempo, tivemos um incremento bastante grande de visitas. Em termos de nacionalidades temos muitos norte-americanos, chineses mas a maioria são brasileiros e europeus.

 

 

“Os bons resultados que temos sentido nos últimos anos aumentam a nossa responsabilidade”

Têm planos para alterar um pouco o miradouro?
Sim, temos em estudo a possibilidade de construir mais uma zona no piso abaixo onde está hoje o miradouro. Uma zona coberta que permita outras valências para, por exemplo, um suporte maior para eventos. É criar uma atratividade para repetirem a visita e regressarem a um final de tarde. Está em estudo e é algo para neste ou no próximo ano tomarmos uma decisão.

 

 Há mudanças de lojas previstas, aliás, há uma parte do centro que está a ser remodelado. O que vai acontecer?

Uma das nossas preocupações é rentabilizar ao máximo o espaço alocável. As Amoreiras foram construídas num modelo que não é o atual, tinha muitos espaços pequenos, labirínticos. Nos últimos anos temos vindo a modificar e a diminuir o número de lojas. Fazendo um equilíbrio com lojas que necessitam de mais espaço em conjunto com uma oferta diversificada. Remodelamos completamente a restauração há dois anos, porque não tínhamos um conceito de food court e hoje temos um conceito de restaurantes com food court. Para além de que no meio do shopping existem os acessos às Torres de escritórios e de Habitação, as pessoas não se apercebem disso, mas eles estão cá e temos de saber lidar com isso. Na zona da loja Área e Hugo Boss havia ali um espaço pouco utilizado, então, estamos a remodelar e alterar o layout, vamos dar mais área à Área, à Zara Home e à Hugo Boss.

O que vai acontecer ao espaço da loja que era da Gant?

Está em comercialização, devido à insolvência que a marca que representava a Gant sofreu, infelizmente. A nossa preocupação é um equilíbrio entre a parte financeira e o mix de lojas e serviços. E como não temos disponibilidade de grandes áreas, temos de gerir estas situações com grande equilíbrio. Para além da preocupação financeira existe a preocupação de manter a atratividade com novas insígnias que façam parte da procura do nosso público-alvo.Temos agora aquele espaço de loja que será ocupado ou dividido por marcas que fazem sentido cá estar.

“Os bons resultados que temos sentido nos últimos anos aumentam a nossa responsabilidade”

Quem é hoje o público-alvo das Amoreiras, hoje em dia?

As Amoreiras são um centro muito transversal. Há o público da semana, que é influenciado pelos escritórios e com quem vive nas redondezas.  E o público do fim-de-semana, mais residente, mais familiar. Mas conseguimos ter publico que não mora nem trabalha aqui, mas que é um público das Amoreiras. Mora longe, mas é o centro comercial que frequenta. Em média é um público de classe média-alta, alta. A perceção que exista das Amoreiras é que é um centro diferenciado e com um posicionamento mais elevado. As Amoreiras estão num eixo em conjunto com Avenida da Liberdade e a Rua Castilho. Um conjunto que se complementa nesta oferta e neste tipo de público.

E se pudesse indicar qual é o conceito das Amoreiras, qual é?

O Amoreiras é algo que faz parte da nossa vida. Não é só para compras, é para o lazer, para o almoço com os amigos e a família. É um destino que faz parte das nossas vidas. E no fundo é isso que procuramos cada vez mais corresponder a essa expetativa. Trabalhar o espaço, tornar o ambiente cada vez mais agradável.

Como trabalham a fidelização dos vossos clientes? Têm algum programa específico?

Trabalhamos a nossa marca através das redes sociais, das newsletters e dos eventos que fazemos no shopping. É a forma com interagirmos com as pessoas. De resto é criar e responder às expetativas que as pessoas têm. E que quando têm de se deslocar a um espaço, que essa escolha recaia sobre as Amoreiras. A parte comercial é trabalhada pelas lojas. A boa experiência no centro, em todos os aspetos, é a melhor forma de trabalhar a fidelização do cliente. O passe a palavra é da melhor publicidade que temos. E a ação que estamos a fazer com os manequins em Realidade Aumentada é uma evolução da ação que tivemos no ano passado e que foi muito bem conseguida, segundo quem nos visita. Fazer com que as Amoreiras sejam faladas utilizando, agora, o digital.

Leia a entrevista completa na edição de Maio de 2018 da Distribuição Hoje

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