Produção

Transparência chega aos lineares da higiene pessoal

Transparência chega aos lineares da higiene pessoal

Os claims garrafais e fáceis de ler na frente das embalagens com palavras tendência como ‘natural’, ‘orgânico’, ‘sem químicos’, ‘sem lactose’ e ‘sem glúten já não chegam para atrair consumidores preocupados com a sua saúde. De acordo com a Nielsen, os consumidores estão a virar as embalagens para ler as informações nutricionais e a lista de ingredientes daquilo que consomem. E não, já não é só nos lineares da alimentação.

“À medida que os consumidores se tornam mais conscientes de ingredientes como açúcares adicionados nos alimentos que comem e nas bebidas que consomem, a crescente procura por transparência não termina nos lineares de alimentação”, refere a consultora.

A exigência por maior transparência em relação aos ingredientes utilizados nos produtos está também a chegar aos lineares da higiene pessoal. Mais do que nunca, os consumidores estão preocupados com aquilo que colocam na sua pele.

“Com isso em mente, os fornecedores de produtos de higiene pessoal e os retalhistas que vendem esses produtos devem perceber como a procura do consumidor por ingredientes específicos e atributos nos produtos se traduzem na performance do mercado”, sublinha a Nielsen.

Esta tendência começa a traduzir-se nas vendas, de acordo com a Nielsen. Segundo um estudo realizado pela consultora, 51% dos lares consideram atributos como ‘natural’ importantes. Ora, os produtos de higiene pessoal com o claim ‘natural’ na sua embalagem cresceram 9,1% no último ano, apesar de apenas impulsionarem 3% das vendas totais em comparação com produtos convencionais sem esse claim.

Para além disso, o Nielsen Product Insider mostra que os produtos de higiene pessoal que não contêm ingredientes com sulfatos e parabenos estão a crescer rapidamente. À mesma velocidade crescem também champôs e condicionadores que utilizam ingredientes naturais que habitualmente associamos à alimentação: a utilização de morangos como um ingrediente de produtos de higiene pessoal cresceu 107%. No caso do óleo de coco o crescimento chega aos 28% só no último ano.

“Apesar de os consumidores poderem precisar de ajuda para perceber ingredientes como os sulfatos e os parabenos, é crucial que os fornecedores e os retalhistas entendam como ingredientes específicos estão a crescer nos lineares”, conclui a Nielsen.