Supply Chain

Os novos arquitetos da cadeia de abastecimento

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Os operadores logísticos são cada vez mais integradores da supply chain. “Passámos de fornecedores de serviços de transporte e armazenagem a arquitetos da cadeia de abastecimento”, garantiu Rui Gomes, Country Manager da DHL, que esta quarta-feira (6 de dezembro) marcou presença na 2ª edição das Conferências LOGÍSTICA & TRANSPORTES HOJE. “Somos parceiros e participamos, cada vez mais, em reuniões estratégicas com os clientes, o que antes era impensável”. A contribuição dos operadores logísticos faz-se com informação e soluções cada vez mais ágeis e eficientes e com tecnologia, caso dos drones, que permitem reduzir custos e ganhar valor, ajudando a desenhar uma cadeia de abastecimento mais eficiente.

O ponto mais positivo da logística 4.0 é a visibilidade de toda a cadeia, o negativo é o risco de massificação, estandardização e perda de personalização, considera Pedro Braga, Diretor de Operações da Sogevinus, empresa que integra todas as fases de produção de vinho, do cultivo à distribuição. Na sua opinião, é possível conciliar o melhor dos dois mundos e é isso que a Sogevinus está a fazer com a coexistência entre uma fast supply chain e uma not só fast supply chain, que respondem às necessidades dos diferentes segmentos. Na primeira, a centralização das áreas operacionais e a automação são as caraterísticas. A segunda quer recriar os processos tradicionais da vindima, com garrafas pintadas à mão, lacagem garrafa a garrafa e até um projeto de produção de garrafas a sopro. “Só funcionará se o mercado perceber o valor destes processos e estiver disposto a pagar por isso. Nós acreditamos que sim”.

A cadeia de abastecimento alimentar é muito exigente e a informação é um fator chave. A Cerealto, que em Portugal é especializada em bolachas e baby food, tem em curso um projeto de informatização dos processos de planeamento, que facilite as previsões. Mas, alertou Steven Inácio, Supply Chain Supervisor, “antes de automatizar processos é importante saber o que queremos fazer com a informação e processá-la, caso contrário o investimento não tem utilidade”.