Consumo

Poder de compra em Lisboa é mais do dobro da média nacional

Poder de compra em Lisboa é mais do dobro da média nacional

Segundo a 13.ª edição do “Estudo sobre o Poder de Compra Concelhio” relativo a 2017 (EPCC 2017), divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), em 32 dos 308 municípios portugueses o poder de compra per capita situava-se acima da média nacional, destacando-se os territórios metropolitanos de Lisboa e do Porto.

O município de Lisboa apresentava o Indicador per Capita (IpC) mais elevado (219,6), mais que o dobro do índice nacional, e, nas 15 primeiras posições correspondentes a um IpC superior a 110, encontravam-se ainda três municípios da Área Metropolitana de Lisboa: Oeiras (156,5), Cascais (122,1) e Alcochete (118,8).

Do total dos 18 municípios da Área Metropolitana de Lisboa, 10 apresentavam um poder de compra abaixo da média nacional, destacando-se a Moita (82,0), Odivelas (89,3) e Seixal (89,7), com menos de 90% da média nacional.

Relativamente à Área Metropolitana do Porto, esta apresentava um valor de IpC (104,4) acima da média nacional. Entre os seis municípios que superavam a média nacional, quatro superavam também a média metropolitana – Porto (157,8), São João da Madeira (135,4), Matosinhos (123,0) e Maia (110,7) –, enquanto Espinho registava um índice de poder de compra de 103,0 e Vila Nova de Gaia um índice de 100,1.

Entre os 11 municípios da Área Metropolitana do Porto (num total de 17 municípios) com um poder de compra per capita abaixo da média nacional, evidenciavam-se, com valores mais baixos, Arouca (70,8) e Paredes (79,8).

Além dos territórios metropolitanos, também os municípios correspondentes a algumas capitais de distrito revelavam um poder de compra per capita superior à média nacional, com relevância para Faro (132,5), Coimbra (128,7), Aveiro (123,1) e Évora (117,3), com valores de IpC superiores a 110.

Com resultados acima deste limiar, evidenciavam-se, ainda, os municípios de Sines (128,7), no Alentejo Litoral, do Funchal (114,3), na Região Autónoma da Madeira, e de Albufeira (112,0), no Algarve. Esta análise sugere, assim, uma associação positiva entre o grau de urbanização das unidades territoriais e o poder de compra aí manifestado.

Poder de compra em Lisboa é mais do dobro da média nacional

No conjunto do território nacional, 149 municípios (48% do total de municípios) apresentavam valores de IpC inferiores a 75. Dos 10 municípios com menor poder de compra per capita manifestado, cinco pertenciam ao Interior da região Norte (distribuindo-se pelas sub-regiões Tâmega e Sousa, Douro e Terras de Trás-os-Montes), quatro à Região Autónoma da Madeira e um à região Centro.

A leitura dos resultados do IpC para 2017 associa ao território continental um poder de compra superior ao observado nas duas regiões autónomas portuguesas: o valor atingia 100,7 para o Continente e era, respetivamente, de 87,3 e 86,5 para as regiões autónomas dos Açores e da Madeira.

A Área Metropolitana de Lisboa (124,1) constituía a única região com um valor superior à média nacional. Para o Algarve, o valor (99,1) situava-se próximo da média nacional. As três restantes regiões do Continente — Norte, Centro e Alentejo — registavam índices de poder de compra per capita relativamente próximos: 92,1 para o Norte; 90,1 para o Alentejo; e 88,3 para o Centro.

Já o indicador Percentagem de Poder de Compra (PPC) revela que 22 municípios concentravam 50% do poder de compra nacional. No conjunto, as duas áreas metropolitanas concentravam mais de metade (52%) do poder de compra, apesar de reunirem 44% da população do país.