Retalho

Investimento imobiliário no retalho cresce 50%

350 negócios fazem imobiliário do setor do retalho crescer 39%

Segundo os dados da mais recente edição do Market Update – que analisa sumariamente a atividade nos setores de escritórios, retalho, industrial e investimento imobiliário em Portugal –, o setor do retalho registou mais de 620 negócios entre janeiro e setembro, alcançando um crescimento homólogo de 50% face a 2018.

O comércio de rua continua a dominar as novas aberturas, com mais de 410 novas lojas, ou seja 67% das unidades comercializadas. Por sua vez, os centros comerciais contabilizam 18% do número de operações, um valor influenciado pelos recentes projetos de expansão e/ou renovação.

Em linha com os últimos anos e impulsionado pela força do turismo, o setor da restauração foi o mais ativo, com 55% do número de operações. A análise da Cushman & Wakefield nota, ainda, que as cadeias de retalho nacionais aumentaram a sua representatividade, com 31% dos negócios fechados, embora ainda abaixo dos operadores independentes, com 46%.

A atividade de investimento tem demonstrado uma boa performance ao longo de 2019. Até setembro foram transacionados 1.700 milhões de euros em imobiliário comercial, com os setores de escritórios e retalho a revelarem-se os mais ativos, atraindo respetivamente 34% e 33% do capital investido. O setor de retalho protagonizou a maior operação do trimestre em análise e o segundo maior do ano, com a aquisição pela Frey dos empreendimentos comerciais Albufeira Retail Park e AlgarveShoppping por 179 milhões de euros.

Com cerca de 1.300 milhões de euros de transações, atualmente, em diversos estágios de negociação, estima-se que o volume total de investimento para este ano iguale ou ultrapasse o valor de 2018, que alcançou cerca de 3.000 milhões de euros.

As prime yields mantiveram-se estáveis nos 4% em escritórios e comércio de rua, e 4,75% nos centros comerciais. A exceção foi o setor industrial, cujo valor comprimiu para os 6%.

O investimento e o consumo privado continuam a ser os principais motores da economia portuguesa, esperando-se que o volume de investimento registe, no fecho de ano, uma evolução de 6,4%. De acordo, com a Oxford Economics, o consumo privado irá crescer em 2019, atingindo os 2%.