Como está o consumidor nos primeiros meses de 2013?

Como está o consumidor nos primeiros meses de 2013?

O Museu do Oriente, em Lisboa, recebeu no passado dia 18 de junho a 7ª Conferência DH subordinada ao tema “Reinvenção do retalho face ao novo consumidor”. O evento contou com a presença de 300 participantes e culminou com a atribuição dos Masters da Distribuição 2013.

Este “Meeting da Distribuição” iniciou com a análise do consumidor da primeira metade de 2013 por Paulo Caldeira, Business Development Director da Kantar Worldpanel. Denotou-se uma quebra de 5% em valor no consumo privado durante o primeiro trimestre de 2013. Seguindo um pouco esta tendência, ao longo dos primeiros cinco meses do ano, houve uma quebra de 4,1% em volume que se traduziu numa redução recorde.

A Kantar Worldpanel quis aprofundar mais este dado e saber como se comparou com a Grécia, a Irlanda e a Espanha. “No pico da queda da Grécia, no segundo semestre de 2012, a queda foi cerca de 4%. Em Espanha, a maior queda no 1º semestre de 2010 foi de cerca de 1,1% em volume e na Irlanda, no primeiro semestre de 2011, a quebra foi de 1,5% em volume”, explicou Paulo Caldeira. Fica assim claro que a queda de volume nos lares portugueses atingiu níveis piores que os da Grécia.

Uma quebra no consumo dos lares portugueses de 4,1% é realmente relevante. “Julgamos que seja este o ponto mais baixo que se pode atingir e que a partir de agora comece a melhorar”, confessou o Business Development Director. Desengane-se quem pense que esta crise económica afetava mais a classe média. As classes mais baixas são claramente as mais atingidas.

A Kantar Worldpanel divulgou nesta apresentação que “a classe baixa e média baixa foram responsáveis por 84% das perdas em volume.” Na mesma medida, as insígnias que mais perderam com este comportamento do shopper foram o Lidl e o Mini Preço. Ao nível da fidelidade há uma aproximação entre Continente e Pingo Doce. “Nos cinco primeiros meses, quase todas as insígnias da distribuição perderam compradores. Apenas o Auchan ganha compradores mas ao nível do desenvolvimento da fidelidade é claramente o Pingo Doce que se destaca não sendo de estranhar o bom desempenho desta insígnia”, afirmou Paulo Caldeira.

Os produtos mais caros ou não essenciais sofrem mais que os outros pelo que, na opinião de Paulo Caldeira, “valerá a pena repensar a oferta e verificar se vale a pena ou não inovar” acrescentando que “talvez seja tempo de avaliar a médio prazo as promoções que têm de ser analisadas ao nível de distribuição de valor a médio prazo com uma análise marca a marca”.

Leia na próxima edição da DISTRIBUIÇÃO HOJE o artigo alargado da cobertura da 7ª Conferência DH e dos Masters da Distribuição.