Retalho

Kiabi quer abrir 10 lojas em Portugal até 2020

Country Manager Kiabi - Isabel Azevedo

É o retalhista francês líder no seu país, e está presente em mais de 22 países. Em Portugal conta com quatro lojas – em regime de franchising – mas a estratégia mudou e a partir de março a Kiabi abrirá uma loja no Fórum Sintra, o que marca o início de uma nova presença em Portugal. Entrevistámos a Country Manager para Portugal, Isabel Azevedo, que nos conta o que vai acontecer.

Qual é o conceito da Kiabi que vai abrir em março na loja do Fórum Sintra’

Pretendemos que seja um conceito inovador com uma área de quiosques onde o cliente irá conseguir ser autónomo. A loja conta com espaços lúdicos e divertidos na zona de crianças, por exemplo, onde as mães estarão a fazer as suas compras e as crianças podem estar a brincar nesses espaços. Sobretudo, são lojas com um acolhimento “cousy” e emocionalmente agradável.

E porque escolheram o Fórum Sintra para a abertura da próxima loja. Quais as expetativas para aquele espaço?

A envolvente do Fórum Sintra tem um forte tráfego de consumidores, além do mais temos nessa zona um consumidor jovem e muitas famílais que se enquadram no target do produto Kiabi. Conjugado a isso a disponibilidade de um espaço grande. Esta loja do Fórum Sintra com dois mil metros quadrados já contando com a área de armazém.

Mas já têm quatro lojas em Portugal…

Sim, desde 2010 que a Kiabi está presente em Portugal através do modelo de negócio em franchising onde temos quatro lojas em locais não escolhidos pela Kiabi. Localizadas em zonas mais periféricas. Após seis anos sentimos necessidade de chegar ao cliente de Lisboa –  que constantemente nos aborda para abrimos lojas na região da Grande Lisboa.

E já têm plataforma de e-commerce para vendas em Portugal?
A Kiabi fornece 23 países em todo o mundo através do online e servia igualmente Portugal através de uma plataforma mais arcaica, mas a partir de março vamos abrir a kiabi.pt.

Qual a estratégia para o e-commerce no mercado nacional?
A nossa estratégia para Portugal é uma estratégia cross channel total, onde tentaremos que não existam fronteiras entre o que é físico e o virtual. Um cliente que encomende na web pode vir buscar à loja, os produtos que não existam na loja pode receber em sua casa. O objetivo é que o cliente tenha o mínimo de dificuldade possível para encontrar o que necessita.

E também nas Redes Sociais?

As redes sociais são um “must have” em Portugal. Abrimos a nossa página de Facebook há ano e meio e já temos um bom número de fãs e vemos que é onde chegamos ao consumidor a nível de notoriedade de marca mas também a nível comercial. Apesar da tendência seja uma maior aposta no Instagram.

Isabel Azevedo

Tiveram, em meados de janeiro, um evento de recrutamento em género de speed dating. É uma prática comum na Kiabi e porque se apresentam assim no mercado?

A Kiabi é uma marca inovadora e daí tentar fazer eventos “out of the box”. É uma marca que cultiva muito a proximidade. Ainda hoje a maioria dos recrutamentos são feitos de forma típica, com base num CV que exprime datas e as passagens dos candidatos. Nós queremos contratar pessoas e por isso gostamos que estas estejam num ambiente “fun”, quase de festa, mas com a sua seriedade mas de uma forma próxima para os conhecermos melhor. E ninguém melhor como os nossos colaboradores. A Kiabi foi eleita “Great Place to Work” pelo terceiro ano consecutivo nos países onde está presente onde o colaborador da Kiabi exprime aos clientes a sua felicidade de trabalhar na Kiabi. Nada melhor que deixar os futuros colaboradores da Kiabi nesse ambiente mais descontraído para os conhecermos. E depois claro, passamos a entrevistas mais pessoais. Não há hierarquias. O responsável pelo país também recruta, por exemplo.

Quantas lojas têm previsão de abrir em 2017. Ou têm uma maior meta para um futuro próximo?

Este ano, a primeira loja na Grande Lisboa será em março no Fórum Sintra. E em maio haverá abertura de uma loja no Porto. Em plano estratégico para os próximos cinco anos pensamos que Portugal absorve mais 10 lojas, que é um mercado bem preenchido para estarmos próximos dos principais centros.

Os centros comerciais é o local privilegiado para estarem?

Queremos estar onde estão as famílias e é do nosso profundo conhecimento do consumidor português sabemos que gostam de ir a centros comerciais, então posicionamos no centro comerciais premium, não descartamos um loja num centro de cidade, no Porto ou Lisboa.

Qual a expetativa para o mercado português, sendo que têm esse plano de abrir 10 lojas nos próximos cinco anos, qual é a base dessa estratégia?

Sentimos que o consumidor português procura uma Kiabi. E sentimos a oportunidade e responder a essa necessidade. A crise ajudou o consumidor a refletir o ato de compra, economizando sem colocar de lado a parte da moda. A Kiabi em 1978 já abriu em moda para todos.

“A nossa estratégia para Portugal é uma estratégia cross channel total, onde tentaremos que não existam fronteiras entre o que é físico e o virtual”.

A vossa oferta tem muito a ver com o fator preço, certo?

Sim, mas com qualidade e acompanhamento de tendências. É uma marca para toda a família, com todos os tamanhos. É uma marca inclusiva. Temos os segmentos de bebé, criança, adolescente, adultos, lingerie, acessórios e calçado. Sabemos que na família quem toma a decisão de compra é a mulher e por isso queremos que uma família vá à nossa loja e saía de lá vestida.

Como vai ser a vossa campanha para comunicar esta nova fase da Kiabi no mercado português?

Estamos a pensar em muita coisa, desde uma festa de abertura de loja. Temos bastantes ideias que estamos a ultimar.

O que preveem como principal dificuldade da expansão da Kiabi em Portugal?

Acreditamos muito na nossa marca, e a Kiabi ao nível internacional está a dar grandes passos. Portugal é um mercado bastante maduro, quer a nível de imobiliário quer na presença de marcas no mercado. Mas acreditamos que há espaço para a Kiabi. E acredito que o ritmo de aberturas é exequível em Portugal.

Quais os vossos mercados mais fortes?

É marca número 1 em França, a maior insígnia no retalho têxtil. A segunda presença é Espanha. Depois Itália, estamos em Malta, nos países do Magrebe, nos Emiratos. Há um grande objetivo de crescemos para a Ásia. E a Rússia é um mercado que vemos como muito interessante.

A vossa tipologia de loja para Portugal será a mesma?

A Kiabi para poder cobrir a família necessita de espaços grandes, e tem de ter mais de 1500 metros quadrados de espaço público, pelo menos 1800 metros quadrados. Temos um formato Kids mas que não prevista a presença Portugal.

Artigo publicado na edição de fevereiro de 2017 da revista DISTRIBUIÇÃO HOJE