Mercado de Trabalho

Profissionais de retalho entre os que mais recusaram ofertas de emprego em 2015

Volume de negócios no comércio a retalho cai 5% em maio

55% dos profissionais do setor do retalho e da grande distribuição recusaram ofertas de emprego em 2015. A conclusão é do ‘Guia do Mercado Laboral 2016’ da Hays, uma análise às tendências do mercado de trabalho qualificado em Portugal com base em inquéritos realizados junto de mais de 800 empregadores e cerca de 3200 profissionais.

O estudo revela ainda que a recusa de trabalho por parte dos profissionais de retalho é uma das mais elevadas entre os diversos setores analisados, sendo ultrapassada apenas pelo sector de Tecnologias da Informação (56%). Por outro lado, 74% dos profissionais de retalho e grande distribuição consideram uma mudança de emprego já em 2016.

O ‘Guia do Mercado Laboral’ revela também que a oferta salarial, um bom ambiente de trabalho e o plano de carreira são atualmente os elementos mais valorizados pelos profissionais da área, quando analisam novas propostas de emprego.

Os resultados agora divulgados mostram ainda que cerca de 74% dos empregadores a nível nacional pretende contratar mais colaboradores este ano, sobretudo perfis Comerciais, de Engenharia e de Tecnologias da Informação. Para além disso, a “dificuldade em encontrar os profissionais certos levou 55% das empresas a contratar pessoas pouco adequadas para a função”.

Mais, segundo a Hays, 75% dos profissionais de todos os sectores estão insatisfeitos com a sua progressão de carreira e 82% dos profissionais qualificados no estrangeiro pretendem voltar a trabalhar em Portugal. O Reino Unido continua a ser o destino de emigração mais desejado pelos profissionais portugueses.

“Pela primeira vez em muitos anos, a percentagem de empregadores que pretendem recrutar igualou a percentagem de profissionais que consideram mudar de emprego”, afirma Paula Baptista, Managing Diretor da Hays Portugal. “Aproximam-se momentos de competição acérrima pelos melhores profissionais do mercado, sendo que o verdadeiro crescimento estará, sem dúvida, do lado dos empregadores que conseguirem garantir e preparar as melhores equipas.”

Leia o estudo completo.