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Dicas de Design Thinking para o retalho

Deixamos algumas dicas sobre como o retalho pode aplicar o Design Thinking nas suas metodologias de gestão

Os retalhistas irão conseguir criar espaços de experiências (lojas físicas) mais desafiantes e que tocam as nossas características humanas mais vincadas – uma compra já não uma aquisição ou escolha – é uma journey e uma descoberta.

–  A utilização do DT facilita a compreensão dos retalhistas sobre as questões relacionais e emocionais de uma compra – necessidades básicas, evolução, status e ego, ligação a princípios e valores são os reais triggers de uma compra, não a funcionalidade, características ou propósito dos produtos.

Os conceitos de empatia – saber o que os clientes desejam, porque é que o desejam e que tipos de problemas os retalhistas resolvem, tempo que poupam aos clientes, acessibilidades que criam, experiências que proporcionam, é base para o que considero uma proposta de valor.

– Permite e implica trabalhar com equipas multidisciplinares – humanizamos os desafios e oportunidades e só assim podemos encontrar soluções menos óbvias, disruptivas, e muitas vezes, bastante simples.

– Metodologias e ferramentas como o User and Customer Journeys, Personas, Mindmaps, Empathy Maps – muito focadas no utilizador e nas interações deste com o retalho têm uma aplicação e resultados fenomenais nesta área. Uma compra é um conjunto de decisões e interações, logo, é mesmo uma jornada ou um caminho

– Fomenta a criação do Minimal Viable Product (MVP). Pode ser um serviço, App, site, loja, percurso, prateleira, onde se pode e deve falhar depressa e aprender através das várias iterações.

Permite gerir projetos de inovação, melhoria contínua e alterações através de uma gestão de projetos mais «analógica», intuitiva, ágil e com uma comunicação interna clara e visual;

– É uma ferramenta potentíssima para, em conjunto com outras abordagens mais operacionais e de processo como o Lean Thinking, Kaizen e Six Sigma, desmembrar e analisar toda a complexidade da cadeia logística, da implementação e renovação dos espaços e das entregas de produtos e serviços pelos vários canais, sendo logo um enabler e enhancer da mudança e transformação do negócio.

– Transpor todas estas necessidades e contextos referidos nos pontos anteriores para uma «linguagem» e interação digital humanizada e equilibrada – digital gifting, realidade aumentada, kiosks.

–  Implica uma regular paragem para pensar e colocar em causa e utilizar as questões sobre os desafios ou problemas como potenciadora de soluções menos óbvias. Imaginemos uma situação onde existam filas numa caixa ou num posto de atendimento de venda ou pós venda. Algumas perguntas «típicas» num processo destes:

  • Como faço para que as pessoas se sintam bem nas filas?
  • Como faço para que as pessoas queiram estar nas filas?
  • Como faço para que as filas possam servir para os retalhistas poderem apresentar outros produtos, serviços e features?
  • Como faço para que a experiência de estar numa fila seja tranquila e relaxante?
  • Como faço para que o «tempo» passe mais depressa quando as pessoas estão numa fila?

 

Formação Design Thinking IFE

 

–  Induz a colaboração radical – combinação de múltiplos e antagónicos pontos de vista, perspetivas e experiências para promover um «desacelerar» das habituais estruturas de pensamento, fomentar o debate e argumentação abertos. Hoje em dia, um produto ou serviço no retalho é entregue ao cliente/utilizador através de uma rede orgânica, e às vezes horizontal, de parceiros, não através de negócio vertical.

– Como o retalho é por definição e natureza uma área de negócio super-dinâmica, disruptiva e sôfrega por inovação, o DT promove as competências de liderança, gestão e curiosidade pela mudança em organizações e equipas.

– O DT é uma abordagem e filosofia rigorosa, estruturadas nas suas fases, mas construída de acordo com as necessidades específicas de cada cliente/user/retalhista ou área de negócio.  É uma abordagem onde existe um fio condutor ao nível de estratégia, mas uma metamorfose ao nível de jornada e implementação.

Material necessário para Design Thinking:

  • Fita cola de papel (não deixa marca nas paredes)
  • Marcadores a cores multicores
  • Post-Its 75×125 mm – cor única – 6 blocos
  • Post Its 75x75mm
  • Tesouras para cortar revistas e documentos
  • Tubos de cola – Uhu Cola Stick UHU 8,2g
  • Papel A3
  • Creative Food para os participantes e respetivos recipientes

o   Peças de fruta – maçãs/peras

o   M&M’s

o   Mini Twix

  • Etiquetas autocolantes tipo “Badge” para os participantes colocarem o nome
  • Etiquetas diâmetro 19mm – 3 embalagens vermelho e 3 embalagens verde ou azul
  • Folhas A4
  • Revistas várias para recortes e colagens
  • Templates e canvas de todos os assuntos, tópicos e temas imaginários e associados ao projeto/workshop em si
  • Esfevorite
  • Todo o material e elementos de um espaço, sala, edifício ou escritório
  • Folhas de flipchart
  • Papel de cenário
  • Cartolinas
  • Curiosidade
  • Capacidade de nos rirmos de nós próprios.