Café

Entrevista: “Sensibilizar o consumidor para uma marca 100% portuguesa”

Oscar Galvao KAFFA Cafés

A Kaffa acaba de apresentar o seu rebranding. Num exclusivo para os leitores da DISTRIBUIÇÃO HOJE, Óscar Galvão, diretor-geral da empresa, falou-nos das razões da mudança, da nova estratégia e ainda alguns números sobre o exercício de 2017. A ler.

Quanto investiram na nova imagem da Kaffa?
A nova imagem da KAFFA faz parte de um projeto integrado de atualização de posicionamento de toda a empresa.  O processo de renovação tem vindo a ser trabalhado desde o início do ano e para além do novo grafismo (visível no packaging e na nova loja online) foi desenvolvido um trabalho muito concreto de reposicionamento e afirmação da marca.  O investimento efetuado nesta reformulação foi maioritariamente fruto de um trabalho interno, desenvolvido com grande mérito, pela equipa de marketing da KAFFA.

E porque mudaram e o que querem transmitir com a nova imagem?
A esta nova realidade eu chamaria evolução e não mudança. O novo posicionamento resulta de um processo evolutivo que visa sensibilizar o consumidor para uma marca 100% portuguesa, com um vasto know-how e tradição familiar na área do café que data desde o início do século passado com a fundação dos cafés “A Brasileira”.  A KAFFA é especialista na produção de café encapsulado, estamos no mercado desde 1960, privilegiamos sempre os parceiros nacionais e empregamos 100 pessoas, das quais 75 apenas em Portugal.   É preciso que o consumidor saiba e reconheça esta realidade de forma a, facilmente, identificar a Portugalidade que desde sempre esteve associada à empresa. Somos um projeto de relevância em Portugal, temos muito orgulho em sermos portugueses e queremos, claramente, demonstrar e reafirmar a nossa Portugalidade.

Quando prevêem que todos os produtos já terão a vossa nova imagem?
A nova imagem é já visível em todos os produtos do sistema KAFFA estando disponível em todos os pontos de venda.

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Também mudaram as designações dos blendings, qual a razão?
Se o nosso principal objetivo é afirmar a “portugalidade” da marca, faz sentido que também os blends sejam renomeados assumindo uma designação que identifique valores e ícones nacionais. No sentido da evolução, que defendemos, e de forma a tornar clara a opção de compra do consumidor, optamos por manter uma dupla denominação de cada blend – à designação que já é familiar para o consumidor junta-se agora um novo nome, mais português e mais emotivo:  Andorinha (Decaf), Coração (Bio), Azulejo (Kampala), Namorados (Goa), Cravo (Manaus) e Fado (Bogotá).

Reforçámos a nossa carteira de clientes e terminámos o semestre a crescer 31%.”

Vão reforçar a capacidade produtiva da Kaffa? O que vai mudar?

A capacidade produtiva da KAFFA sempre esteve acima das nossas necessidades para podermos responder a desafios imediatos. Com a entrada de novos clientes, que se registou no início deste ano, tivemos de atualizar o parque de máquinas de forma a conseguirmos manter a mesma flexibilidade de resposta a desafios inesperados.  A aquisição de uma nova linha de produção vem reforçar a capacidade produtiva da empresa que atinge agora as 10 linhas de produção, aumentando em cerca de 10% a capacidade produtiva que, atualmente, pode atingir as 400 milhões de cápsulas por ano.

Como está a correr 2017 até ao momento? Melhor, pior ou igual a 2016?
Reforçámos a nossa carteira de clientes e terminámos o semestre a crescer 31%. A nível nacional conquistámos novos acordos de distribuição com grandes players e estamos a consolidar ainda mais as parcerias que temos com os nossos atuais clientes. Internacionalmente, prevemos aumentar o nosso rácio de exportação para valores perto dos 25% e, para tal, estamos a desenvolver várias parcerias com importantes players (produtores e distribuidores) que a curto prazo trarão resultados relevantes, não só para a KAFFA mas também para os parceiros com quem a KAFFA colabora regularmente.

Como preveem que o resto do ano corra?

Neste momento, estamos concentrados em cimentar a empresa não só como produtor de marcas próprias, mas também como um importante player enquanto marca de fabricante sob a alçada KAFFA.
Até ao final do ano serão reveladas novidades ao nível da inovação de produto, com o lançamento de um novo tipo de cápsula. A inovação sempre foi e continua a ser parte da vida da empresa. Os produtos KAFFA são resultado de longos processos de investigação e desenvolvimento.  Anualmente a empresa investe cerca de 500 mil euros em análise, investigação e desenvolvimento. Na fábrica de Trajouce temos um laboratório próprio com uma equipa de 8 pessoas, que desenvolve diariamente análises de controlo de qualidade e inúmeros ensaios para o desenvolvimento de novos produtos.

Qual a percentagem das vendas que têm no canal online?
O canal online é responsável por cerca de 2% das vendas. Esperamos incrementar esta percentagem nos próximos dois anos, prevendo atingir nessa altura os 5%.

Para onde exportam (não contando com as vendas online)?
A KAFFA exporta para 8 países em todo o mundo e, atualmente, o mercado internacional representa cerca de 20% das vendas da KAFFA.

 O que esperam do 2º semestre do ano?

Estamos muito confiantes no trabalho desenvolvido e certos de que o consumidor vai valorizar e premiar o esforço que tem vindo a ser feito por todos na KAFFA.  Temos um excelente produto com uma boa relação qualidade-preço e estamos totalmente preparados para responder aos desafios que nos possam ser colocados.