Distribuição

Vinalda com vendas de 12 milhões

vinalda Vinalda com vendas de 12 milhões

A Vinalda atingiu vendas de 12 milhões de euros em 2019, o triplo quando comparado com a faturação de 2014, antes da aquisição por parte do grupo GLD.

“Em 2014 estávamos a faturar pouco mais de 4 milhões de euros, fechamos o ano passado com 12 milhões de euros. Portanto, um crescimento de 23,6% ao ano. Praticamente, triplicaram as vendas”, explicou José Espírito Santo, diretor-geral da empresa, durante a conferência de imprensa realizada depois da II edição do Vinalda Wine Experience, acrescentando que “reduzimos a dívida. Quando compramos a empresa tinha seis milhões de euros de dívida, hoje tem zero. Triplicamos as vendas a nível absoluto, mas principalmente a nível de vendas por colaborador. Portanto, há um aumento significativo da produtividade e, finalmente, resultados positivos ao fim de 12 anos”.

Num balanço sobre o período pós-aquisição por parte do grupo GLD, o diretor-geral falou sobre a transformação da distribuidora, que “duplicou a quota de mercado, focando a atividade na venda indireta, através de uma rede de parceiros grossistas, apostando nos vinhos de qualidade e nas águas premium (San Pellegrino e Acquapanna), subcontratando a logística e adquirindo novos e modernos sistemas de gestão (SAP, SalesForce, Cloud, Mobility)”.

A Vinalda, atualmente, tem o foco nos clientes, através de um conjunto de produtos e serviços, onde o objetivo não passa apenas pela venda, mas também pelo aconselhamento, não só junto do cliente, mas também do produtor, ajudando-o a interpretar o mercado e a definir uma estratégia comercial e uma imagem.

“Não cobramos por estes serviços, nem ao produtor, nem ao cliente. Nós ganhamos na venda do vinho, ganhamos a nossa margem que serve para pagar a estrutura que presta estes serviços. Porque o que o cliente valoriza de facto é o serviço e acho que essa é a grande tendência”, justifica José Espírito Santo.

“60% das nossas vendas são feitas no canal HORECA e nos Cash&Carrys. Portanto, somos uma empresa iminentemente de HORECA. Os nossos comerciais visitam 3.000 clientes, mas as encomendas desses clientes são encaminhadas para os nossos parceiros. Se olharmos as vendas que os nossos parceiros fazem, temos uma capacidade de chegar a 100.000 clientes em todo o país”, prevê o diretor-geral.

A distribuidora de bebidas revelou também que espera nos próximos anos “consolidar e continuar a crescer” e já para o próximo ano espera aumentar as receitas para os 14 milhões de euros, através de “novas marcas já acrescentadas ao portefólio e também através da exportação”.

Exportação

O diretor-geral estima que “a exportação em 10 anos vai representar metade nas nossas vendas, tanto quanto o mercado nacional”. Para José Espírito Santo, existe potencial e apenas é necessário seguir a estratégia correta, que para si passa por “apostar nos pequenos e médios mercados, pois numa fase inicial não faz sentido estarmos a ir para a China ou para os Estados Unidos. Para isso é preciso estrutura, é preciso pessoas, é preciso volumes. Então, vamos focar-nos nos mercados de qualidade e vamos lá contar a nossa história, a história dos nossos produtores. É esse o caminho”.

Desta forma, a Vinalda tem um orçamento de vendas próximo de um milhão de euros para este ano, direcionado a mercados mais próximos, prioritariamente europeus e africanos. A estratégia tem sido definida pelo diretor de exportação Ricardo Tavares, com mais de 20 anos de experiência na área.

A Vinalda anunciou também o lançamento do seu site B2B, que ocorrerá muito brevemente, com o objetivo de captar mercado e transferi-lo para os seus parceiros.