o retalhista

Contra as “férias elásticas”

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Estamos num período entre feriados, sim é bom e sabemos que vos causa um sorriso na cara. A Páscoa foi aproveitada por muitos portugueses para tirar uns merecidos dias de descanso, e hoje estamos em véspera de feriado do 25 de abril o que levou muitas pessoas a fazerem “ponte” e já na próxima semana temos o dia 1 de maio – que calha numa segunda-feira. Fantástico!

Ainda estamos na ressaca dos anos com menos feriados a bem da produtividade – numa ideia que algum “iluminado” do governo de Passos Coelho teve para aumentar a produtividade (com os resultados que se conhecem…).
Embora discorde em absoluto da ideia de privar os portugueses de feriados e dias de descanso, há algo que, infelizmente, Passos Coelho tinha razão: aproveitamos estes dias para andarmos meio adormecidos. Saímos dos feriados a pensar nos próximos e parece que a produtividade baixa para níveis terríveis. E sobretudo acontecem três coisas:

 

  1. Desculpas para tudo a indicar que estamos de férias. Ou vamos de férias, ou estamos de férias, ou estamos a preparar-nos parar irmos. Não se responde a pedidos das mais variadas formas. E assim, durante vários dias vivemos num limbo. E nada se faz, nada avança.
  2. Reuniões que nada decidem. Reúne-se nesta altura, nos poucos dias que se trabalham, para voltar a reunir no período pós férias. E só aí se decide algo – que caso muitos não sabem é o objetivo de ter reuniões!
  3. Quando acabamos o período de férias, gera-se o pânico porque nada foi planeado. Ou muito me engano ou o dia 2 de maio vai ser de pânico para muitas pessoas. Aliás, no dia 1 de maio à noite muita gente vai estar em stress absurdo.

É um pouco como o mito de que em julho e agosto ninguém trabalha. Ora, se a maioria de nós tem duas semanas de férias, sobram pelo menos seis semanas em que se trabalha durante esses dois meses. Porque é que nesses meses nada de se faz, nada se decide e tudo é adiado?
Ora, esse tipo de situação não é benéfico num país como o nosso. Há soluções noutros países – que também têm este nível de feriados, ou até superior, que planeiam e não deixam que as “férias elásticas” – as que vão e voltam num espaço de poucos dias, atrapalhem o funcionamento das empresas.
Basta planear e bem. Basta pensar no assunto antecipadamente, dá mais trabalho, mas é certo que quando voltamos ao trabalho o pânico é evitado. Garanto-vos!